SANTA TERESA DO MENINO JESUS
Extraído do número 09 - 2008

Gratidão


Céline Martin, irmã de Santa Teresinha, ingressou no Carmelo de Lisieux em 1894, com o nome de irmã Genoveva da Santa Face. Céline cuidou pessoalmente, em 1951, da organização de seus apontamentos, provenientes de seu diário pessoal – redigido, em parte, quando Teresa era ainda viva – e dos depoimentos que preparou para os processos de beatificação e canonização da irmã. Esses escritos foram reunidos no livro Conselhos e lembranças, do qual publicamos aqui, integralmente, o capítulo intitulado “Gratidão” (São Paulo, Paulus, 2006, 7ª ed., pp. 68-69)


um capítulo do livro Conselhos e lembranças de Céline Martin, irmã de Santa Teresinha


Santa Teresa do Menino Jesus

Santa Teresa do Menino Jesus

Gratidão
Minha querida irmãzinha dizia-me: “A gratidão é o que mais atrai as graças de Deus. Se lhe agradecemos um benefício, ele fica comovido e apressa-se em fazer-nos outros dez, e se lhe agradecemos ainda, com a mesma efusão, que multiplicação incalculável de graças! Tenho experiência disso, experimentai e vede... Minha gratidão é sem limites por tudo o que ele me dá. Procuro prová-la de mil maneiras”.
Era agradecida pelo menor serviço recebido, mas particularmente pelo bem que recebera dos ministros do Senhor, a cujo ministério teve ocasião de se confiar.


Não desconfiar de Deus
Lamentava-me de que Deus parecia abandonar-me... Irmã Teresa interrompeu vivamente: “Oh! não digais isso! Vede que mesmo quando não compreendo nada dos acontecimentos, sorrio, digo obrigada e compareço sempre contente perante Nosso Senhor. Não se deve desconfiar dele, seria falta de delicadeza. Não, nunca ‘imprecações’ contra a Providência, mas sempre a gratidão”.


“Lembra-te...”
Entrei no Carmelo com a impressão de haver dado muito a Jesus. Por isso pedi a minha Teresinha que compusesse, com a música “Lembra-te”, um poema que “lembrasse” a Jesus tudo que acreditava ter-lhe sacrificado e tudo que nossa família tinha sofrido. Acolheu a proposta com prazer, vendo nela uma ocasião para dar-me uma liçãozinha. Em numerosas estrofes evocou, não o que eu fizera por Jesus, mas o que Ele tinha feito por mim.
Pensei então na parábola do fariseu e do publicano: não imitava eu o primeiro, que se gloriava de pagar o dízimo de todos os seus bens?... Teresa quis ensinar-me a esquecer-me completamente a fim de viver no amor e na ação de graças.


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