Rubriche
Extraído do número10 - 2006


CORREIO DO DIRETOR


O arcebispo Christodoulos

O arcebispo Christodoulos

SAGRADO ARQUIEPISCOPADO DE ATENAS

Quem reza se salva, um útil compêndio da fé para o piedoso povo católico romano

Atenas, quarta-feira, 13 de setembro

Caros senhores,
o arcebispo Christodoulos recebeu o livrinho Who prays is saved [edição em inglês de Quem reza se salva], um útil compêndio da fé para o piedoso povo católico romano, e nos pediu que lhes agradecesse em seu nome.
Possa o Senhor nos ajudar a preparar no futuro publicações semelhantes, que ajudam no trabalho da evangelização.
Cordialmente seu,
em nome de Sua Beatitude,
Soterios J. Balatsoukas


INSTITUTO DAS IRMÃS IMACULADAS DE GÊNOVA

Foi belíssimo o livro Mio fratello Albino

Roma, sábado, 5 de agosto de 2006

Ave Maria!
Estimadíssimo senador senhor Giulio Andreotti,
obrigado pelo copioso empenho por nossa querida nação, terra de santos, de homens e mulheres empenhados pelo bem, pela liberdade e pela vida.
Entre estes relaciono também o senhor e lhe agradeço pela publicação de 30Giorni, o periódico que recebemos e circula não apenas na comunidade, mas entre todos os que estão próximos de nós. Rezo para que o zelo e o esforço histórico com o qual é redigida a revista, que trata temas muitas vezes esnobados pela imprensa italiana, não diminuam.
Aproveito também para lhe demonstrar minha gratidão pela reimpressão dos Catecismos que acompanharam e envolveram visivelmente a preparação para a minha Primeira Comunhão e Confissão: a clareza desses textos tem seguidores até hoje.
Devo agradecer-lhe também por ter enviado à comunidade o belo livro Chi prega si salva, que foi e está para ser enviado também às missões em diversas línguas. Nós o usaremos também como texto para o movimento leigo que atua ao redor do nosso carisma, aproveitando o fato de que lá estão contidos numerosos compêndios doutrinais, orações e cantos. Foi também belíssimo o livro Mio fratello Albino, que nos fez descobrir um novo e inédito Papa do sorriso. O Senhor criou cada um de nós missionário, e eu acredito que o senhor, ilustríssimo senador, tenha encontrado seu caminho; que Deus o abençoe e o sustente nesta obra de bem. Anexo algumas notícias acerca da nossa Congregação, que, com a coragem dos humildes, trabalha em serenidade onde Deus a chama a operar, na certeza de que o “fiat” de Maria revive também por intermédio de nós, hoje.
Rezamos pelo senhor e por quem colabora nesta obra de 30Giorni.
Obrigado por tudo o que faz por nós, pela Igreja, pela nossa pátria e pelo mundo.
Com estima e respeito, unidamente à comunidade,
irmã Maria Rosangela Sala, madre superiora geral

suor Maria Rosangela Sala,
madre superiora geral


UMA CARTA INÉDITA DE VON BALTHASAR sobre o amor de Deus e a dialética de Hegel

Em Hegel, no lugar o Amor, age o Saber Absoluto

Caro diretor,
li com prazer na última 30Giorni o artigo Para uma leitura espiritual. Lendo a frase em que, citando Hegel, se fala daqueles que “pretendem que a graça brote do pecado quase como produto de uma dialética”, me lembrei de um episódio de cerca de vinte anos atrás, ocorrido em 1987. Para escrever minha monografia de conclusão de curso em Filosofia, eu estava inclinado para o tema da relação entre a dialética e a teologia da cruz em Lutero (em seguida, por sinal, mudei de tema). Assim, de uma forma um tanto impudente, escrevi uma carta a Hans Urs von Balthasar, que obviamente não conhecia, para submeter as pistas da minha pesquisa ao seu julgamento. Eu partia da hipótese de um estudioso francês, H. Schmitz, aluno de Maritain, para o qual existe uma linha de continuidade – no sentido próprio da dialética – entre Lutero, o místico protestante alemão Böhme e Hegel. Em seguida, eu mencionava também o livro de von Balthasar O cristão e a angústia, que acabara de sair na Itália, no qual o teólogo fala desses temas. Perguntava, enfim, se podia me indicar algum texto seu ou de outros autores sobre o assunto.
Von Balthasar me respondeu depois de uma semana com um bilhetinho que conservo até hoje. Envio-lhe uma cópia, pois me parece muito em linha com a frase que citei acima. Obrigado pelo trabalho de vocês,

Eugenio Andreatta – Pádua


4 de maio de 1987
CH-4051, Basel,
Arnold Böcklinstraße 42

Prezado senhor,
como católico que sou, abstenho-me da dialética (seja a de Böhme, seja a de Lutero e de Hegel); exatamente como fez meu mestre, E. Przywara (Analogia Entis, I). A cruz (e a angústia) nada tem a ver com a dialética, pois a cruz é o evidente amor expiatório de Deus. Sobre Lutero [o senhor encontrará] uma rigorosa tomada de posição minha em Teológica II (1985), na qual certamente admito a existência da questão Iustus-Peccator, mas com a intenção de resolvê-la de modo absolutamente diferente. Em Hegel, o lugar do Amor é ocupado pelo Saber Absoluto, o que muda tudo.
Meus melhores votos. Seu,

H. von Balthasar






CARTAS DOS MOSTEIROS


O claustro do Carmelo da Théotokos e de São José

O claustro do Carmelo da Théotokos e de São José

As monjas do Carmelo da Théotokos e de São José
Kfarmasshoun-Jbeil, Líbano

O Senhor ouve a oração dos mais pequeninos que se sentem muito pobres

Kfarmasshoun,
domingo, 22 de outubro de 2006

Jesus esteja sempre em nossas almas.
Senhor diretor,
acabamos de receber pela quarta vez a sua interessantíssima revista 30Jours [edição em francês de 30Giorni]. Acho importante exprimir-lhe toda a nossa gratidão por nos tê-la enviado apesar dos problemas que passamos a ter com o “correio” depois da agressão ao território libanês.
Ficamos impressionadas com o fato de a revista ter dado destaque ao sofrimento deste povo-vítima.
A nossa fundação é recente: edificado no ano passado, nosso convento é o “primogênito” do Carmelo da Théotokos e da Unidade-Harissa.
Deus o recompense, senhor diretor, por ter pensado nesta pequeníssima comunidade que está nascendo e que promete, por sua vez – como lhe disseram nossas Madres de Harissa –, “velar” pelos interesses da nossa Mãe Igreja.
O Senhor ouve a oração dos mais pequeninos que se sentem muito pobres e impotentes diante da generosidade de vocês. Sem tê-lo buscado nem esperado, recebemos sua revista como o presente de uma mãe a seu filhos, e o filho não pode deixar de estremecer de alegria ao contemplar a beleza de sua mãe, a santa Igreja. Como nos transmitiu tão bem a nossa santa mãe Teresa de Jesus, desejamos viver e morrer “filhas da Igreja”.
É por meio da sua revista que lemos no coração aberto da Igreja, mãe compassiva que sofre em todos os seus membros.
A doce Virgem Maria – Mãe da Igreja – o proteja e continue a guiar sempre a sua palavra nesta obediência à verdade, como afirmou o santo padre Bento XVI: “...para que as nossas palavras nada mais sejam senão o instrumento por meio do qual Deus possa falar...”.


CLARISSAS DO MOSTEIRO DE JESUS, JOSÉ E MARIA
Windhoek, Namíbia

Obrigado por este presente e pelo pequeno livro Quem reza se salva

Windhoek, segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Gentil senhor Andreotti,
paz e todo bem!
Ficamos agradavelmente surpresas e muito felizes por receber pela primeira vez a sua bela revista 30Days [edição em inglês de 30Giorni]... Nós a achamos muito interessante, bastante educativa e aberta aos problemas do nosso tempo. Estas notícias nos ajudam a intensificar nossa vida de oração e de sacrifício pelas necessidades da Igreja e do mundo inteiro. As ilustrações são muito artísticas. Obrigado realmente por este presente e pelo pequeno livro Who prays is saved [edição em inglês de Quem reza se salva].
Somos uma comunidade claustral de clarissas fundada em 1996 pelo mosteiro das clarissas de Lilongüe (Malauí).
Agradecemos ao senhor por seu apreço pela vida contemplativa, e pedimos suas orações para que possamos sempre sustentar elevado o ideal de São Francisco e Santa Clara de Assis.
Nós lhe asseguramos nossa fiel oração pelo senhor e por seu trabalho, tão útil para a Igreja.
Possa Deus abençoá-lo.

Irmã Maria Clara Phulira, OSC, superiora e comunidade


CLARISSAS DO MOSTEIRO DE SANTA CLARA
Kiryu-shi, Japão

São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, o abençoe

Kiryu, quarta-feira, 26 de julho de 2006

Gentil senador Andreotti,
que grata surpresa a assinatura de cortesia de 30Days [edição em inglês de 30Giorni]!
Que o Senhor o recompense! Não apenas pela revista, mas pela fé que o senhor tem no ensinamento da Igreja acerca do valor e da importância das ordens de vida contemplativa e claustral.
Somos quinze japonesas e uma americana, mas nós também amamos a Itália. Lá encontramos o “doce Cristo na terra”, em Roma. Lá se encontra Assis, onde São Francisco e Santa Clara fundaram nossa ordem das clarissas. Da Itália o beato Pio IX enviou, em 1875, a venerável madre Maddalena Bentivoglio e a irmã dela, Costanza, aos Estados Unidos para lá instituírem as clarissas. Em 1965 as clarissas de Boston fundaram nosso mosteiro, aqui em Kiryu, no Japão.
O senhor nos pediu que ajudássemos a conhecer melhor as “origens” do nosso modelo de vida, por isso uno à presente uma homilia do então cardeal Ratzinger.
Pedia-nos também sugestões. Não sei precisamente o que vocês fizeram até hoje, e talvez já tenham feito isto, mas creio que o maior tesouro cultural da Itália sejam seus santos – a cultura da santidade. Eles poderiam ser apresentados – ou reapresentados – a seus leitores em belíssimos encartes como o que vocês prepararam para Santa Teresa e o “fascínio Jesus”.
Dito isto, permita-me fazer alguns comentários sobre a edição que recebemos. Obrigado pelos artigos sobre o Santo Padre, sua biografia e a estupenda descrição de sua viagem à Polônia.
E obrigado por nos ter dado a conhecer a situação dos refugiados palestinos. Acaso não é essa a raiz do problema naquela região?
São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, o abençoe e faça frutificar as sementes de verdade que o senhor semeia.
Com gratidão,

irmã Mary Pius, OSC


CARMELITAS DO MOSTEIRO DE GOSUNG
Mangrimri, Coréia do Sul

É uma coisa realmente eficaz ficar em silêncio, ajoelhar-se e oferecer todo o nosso coração a Deus

Mangrimri, quinta-feira, 27 de julho de 2006

Gentil senhor Andreotti,
a paz do Senhor o acompanhe!
Muito obrigado por sua revista 30Days [edição em inglês de 30Giorni]. É um grande privilégio receber sua publicação.
É uma grande ajuda para nós saber o que acontece na Igreja e no mundo. De fato, não recebemos facilmente notícias atualizadas sobre o mundo segundo a perspectiva da Igreja Católica. Como o senhor sabe, a Coréia não é um país católico. Nosso país corre o grave risco de perder o valor da virtude. Por favor, reze por nosso país. Eu lhe peço, em particular, orações por todas as monjas de clausura. Rezo para que a Virgem Imaculada reine em nossa nação, uma vez que ela lhe foi consagrada, e edifique a nação de Jesus, o Filho de Deus.
Fico muito impressionada com a carta que o senhor anexou. Eu jamais imaginaria que pudesse haver alguém que fizesse o tipo de obra que o senhor faz e ajudasse as pessoas a compreenderem a importância da existência das monjas de clausura. Creio sinceramente que Deus esteja contente com o senhor e com a sua obra. Graça a ela, o mundo pode ser melhor do que agora.
Lembramos em nossa oração o senhor, os seus colaboradores e o seu trabalho. Oferecemos toda a nossa existência – oração, renúncia, alegria e caridade, tudo – por suas intenções. Seja feita a vontade de Deus! Rezo para que por meio do seu trabalho o senhor possa guiar as pessoas a seguirem a vontade de Deus.
No fundo, a coisa mais eficaz é ficar em silêncio, ajoelhar-se e oferecer todo o nosso coração a Deus. É essa a obra que devemos realizar. Nós faremos a nossa parte, e peço ao senhor que faça o melhor que puder em seu trabalho, por Deus, pela Igreja e pelo mundo.
De novo obrigado por tudo. Deus lhe conceda imensas bênçãos.

Irmã Johanna da Cruz, OCD


MONJAS DO CARMELHO DE LODZ
Lódz, Polônia

Os temas enfrentados por sua revista são próximos e preciosos para nós

Lódz, segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Pax Christi!
Caro senhor Andreotti,
com alegria e gratidão recebemos de presente a sua revista 30Days [edição em inglês de 30Giorni] e a sua carta muito gentil. Temos muito prazer em recebê-la e desejamos expressar nossa profunda gratidão.
Obrigada pelos artigos deliciosamente inspirados por todas as partes do mundo, que falam da Igreja, e também pelas belas fotos. Achamos a revista muito interessante e informada. Aqui, no Carmelo, empregamos nossa vida com a Igreja e pela Igreja. De fato, os temas enfrentados por sua revista são próximos e preciosos para nós. Como monjas contemplativas, carregamos as preocupações da humanidade em nossos corações. Rezamos todos os dias pelas necessidades da Igreja de hoje, e assim lemos com prazer as carta dos outros mosteiros de irmãs contemplativas, que consideram sua revista um instrumento de unidade para todas nós, que estamos em oração pela Igreja e pelo mundo.
Há dezoito irmãs em nossa comunidade. Metade delas são jovens, quatro são noviças. Nosso mosteiro é dedicado a Santa Teresinha do Menino Jesus. Foi uma grande alegria para nós encontrar em sua revista um trecho dos escritos dela no artigo intitulado “O fascínio Jesus”, e o artigo preparado por padre Maurizio Benzi.
Caro senhor Andreotti, possa Deus abençoar todos aqueles que trabalham em sua bela e válida revista. Nós lhe asseguramos nossa oração constante por suas intenções. Receba nossa gratidão sincera e de coração, e nossos melhores votos.
Cordiais saudações da Polônia,

irmã Ana Maria do Espírito Santo, OCD,
prioresa, e todas as monjas


IRMÃS FRANCISCANAS DO MOSTEIRO DE SANTA CLARA
Yenshui, Tainan Haien, Taiwan

Estamos sinceramente muito contentes e gratas por sua gentileza e generosidade

Yenshui, sábado, 26 de agosto de 2006

Gentil senador Giulio Andreotti,
paz e todo bem ao senhor e a seus colaboradores da redação de 30Days [edição em inglês de 30Giorni]!
Estamos sinceramente muito contentes e gratas por sua gentileza e generosidade em nos ter inserido entre todos os que receberão uma assinatura gratuita. Para nós, que raramente recebemos notícias em língua inglesa sobre a Igreja Católica no mundo, esta revista representa a possibilidade de nos atualizarmos e sermos mais bem informadas sobre o que acontece fora da nossa pequena ilha de Taiwan. É realmente um privilégio para nós receber este presente de vocês. Os artigos das edições de maio e junho, as primeiras que recebemos, nos forneceram um monte de informações e nos encorajaram a participar de maneira mais ativa da preparação do Reino, ficando fiéis a nossa vida de oração.
Senador Andreotti, obrigada realmente, e Deus seja louvado pela boa obra que o senhor fez e continua a fazer! Seja Ele mesmo a sua recompensa! Nós o lembraremos seguramente sempre em nossas humildes orações ao Senhor e rezaremos para que sua revista seja instrumento de paz e de unidade na Igreja Católica e no mundo inteiro.
Em união de oração com o senhor,

irmã Veronica Thérèse, OSC, abadessa






Para uma leitura espiritual/2


O trecho que publicamos nesta edição é extraído (como o anterior; cf. 30Dias nº 9, p. 11) do Credo do Povo de Deus, do papa Paulo VI. Nada mais é, nem quer ser, que a explicitação dos artigos do Credo dos Apóstolos sobre Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Verdadeiro Deus. Quem teve a graça de ver Paulo VI recitar o Credo do Povo de Deus na praça de São Pedro naquele 30 de junho de 1968 ainda guarda com comovida gratidão, como se a tivesse bem diante de seus olhos, a imagem do Papa, que, depois de pronunciar as palavras “consubstancial ao Pai”, acrescentou a expressão grega “homoousios to Patri”, sinal de humilde e audaz fidelidade ao depósito da fé.
Verdadeiro homem. E é no encontro com a Sua humanidade que nós O reconhecemos verdadeiro Deus. O apóstolo predileto escreve que o anticristo é aquele que nega Jesus na carne (cf. 1Jo 4,3). Ou seja, nega a humanidade de Jesus e, portanto, nega a história de Jesus, que se deu em específicos momentos de um tempo e em específicos lugares.
No mistério do Verbo encarnado, diria Péguy, a Sua divindade é evidentemente mais importante, mas a Sua humanidade é que toca e comove o coração. Negando ou idealizando a Sua humanidade, como faz o idealismo (cf. artigo neste número nas p. 56-65) tenta-se, por ódio e inveja diabólicos, impedir a felicidade do homem. De fato, é o encontro gratuito com a Sua humanidade que doa ao homem, já neste mundo, o início da felicidade.
Agostinho já sabia, por intermédio de Platão, que a felicidade está em Deus, mas não gozava dessa felicidade, pois – escreve –, “eu não abraçava, humilde, meu humilde Deus Jesus”. E ainda: “Não gozava de Ti, enquanto não abracei o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus que é Deus abençoado nos séculos”. Da mesma forma, Tomás de Aquino, no início da parte da Summa theologica sobre Jesus Cristo, escreve que “os homens são reconduzidos a seu destino de felicidade pela humanidade de Cristo”. É bonito, ainda, ver que o primeiro documento do Concílio Ecumênico Vaticano II, a constituição sobre a santa liturgia, repita fielmente: “A Sua humanidade, na unidade da pessoa do Verbo, é o instrumento da nossa salvação”.
A simplicidade do Catecismo para as crianças de São Pio X nos ajuda a guardar e a compreender o mistério d’“Aquele que”, como escreve São Leão Magno, “preservando-se eterno, começou a existir no tempo”.
Como se fez homem o Filho de Deus? O Filho de Deus se fez homem tomando corpo e alma humanos nas puríssimas entranhas da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo.
Quando se fez homem, o Filho de Deus deixou de ser Deus? Não; quando o Filho de Deus se fez homem não deixou de ser Deus; permaneceu verdadeiro Deus e começou a ser também verdadeiro homem.
Jesus Cristo sempre existiu? Jesus Cristo, como Deus, sempre existiu; como homem, começou a existir no momento da encarnação”.


do Credo do Povo de Deus do Papa Paulo VI

Elevando-nos por esta sua Ressurreição a participarmos da vida divina, que é a vida da graça

Cremos em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele é o Verbo eterno, nascido do Pai antes de todos os séculos e consubstancial ao Pai, homoousios to Patri. Por Ele tudo foi feito. Encarnou-se por obra do Espírito Santo, de Maria Virgem, e se fez homem. Portanto, é igual ao Pai, segundo a divindade, mas inferior ao Pai, segundo a humanidade (Denzinger 76), absolutamente uno, não por uma confusão de naturezas (que é impossível), mas pela unidade da pessoa (id., ibid.).
Ele habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Anunciou e fundou o Reino de Deus, manifestando-nos em si mesmo o Pai. Deu-nos o seu mandamento novo de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou. Ensinou-nos o caminho das Bem-aventuranças evangélicas, isto é: a ser pobres de espírito e mansos, a tolerar os sofrimentos com paciência, a ter sede de justiça, a ser misericordiosos, puros de coração e pacíficos, a suportar perseguição por causa da justiça.
Padeceu sob Pôncio Pilatos, Cordeiro de Deus que carregou os pecados do mundo, e morreu por nós pregado na Cruz, trazendo-nos a salvação pelo seu sangue redentor. Foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia pelo seu próprio poder, elevando-nos por esta sua Ressurreição a participarmos da vida divina, que é a vida da graça. Subiu ao céu, de onde há de vir novamente, na glória, para julgar os vivos e os mortos, a cada um segundo os seus méritos: os que corresponderam ao Amor e à Misericórdia de Deus irão para a vida eterna; porém os que os tiverem recusado até a morte serão destinados ao fogo que nunca cessará. E o seu Reino não terá fim.


 




CARTAS DA MISSÕES


Padre Paolo Piron em sua missão

Padre Paolo Piron em sua missão

MISSIONÁRIOS ESCALABRINIANOS
Rosário, Argentina

Um agradecimento por aquilo que a revista chama um “pequeno presente”

Rosário, sábado, 15 de julho de 2006

Estimadíssimo senador, senhor Giulio Andreotti,
não posso deixar de tomar da caneta para lhe mandar, quase de imediato, nossos mais sinceros, profundos e simpáticos agradecimentos pelo pacote de revistas 30Giorni que nos chegou há uma semana, em nossos endereços exatos de Ituzaingo, 5263, e Buenos Aires, 1563. Como conseguiram nos encontrar?
A carta de seu próprio punho que o senhor enviou a todos nós, padres e freiras italianos espalhados pelo mundo, nos comoveu e nos conforta. Não são apenas os políticos que pensam em nós (depois de muito tempo), para reforçar seus partidos, mas também pessoas boas que, por meio da imprensa, nos mantêm unidos à mãe pátria. Recebemos várias revistas italianas, como o Messaggero di Sant’Antonio, Il Rosario di Pompei, e vários jornais de nossas dioceses: La Vita del Popolo (Treviso), La Difesa del Popolo (Pádua), Vicentini nel Mondo e algumas outras; mas a sua revista é “de luxo”. Eu a emprestei a um professor da nossa escola, apreciador do italiano, e ele a achou... “super”. O papel, as fotos em cores belíssimas; enfim, ficou muito entusiasmado com a impressão italiana! Meu amigo ficou impressionado com a aparência exterior; eu, por minha vez, estou entusiasmado com a parte interna, ou seja, com os artigos da revista. Para mim, nascido e formado na Itália (vim para a Argentina logo que me tornei padre, em 1954), vários artigos que li me fizeram reviver muitíssimos episódios da guerra e do pós-guerra: as lutas dos partidos – Dom Camilo e Peppone –, as primeiras eleições, os partigiani, os vários personagens dos vários governos De Gasperi, La Pira, o senhor, que em determinado momento foi encarregado dos Esportes... etc., etc. Nem todos certamente (é o caso dos mais jovens) podem ter a sorte de entender a fundo certos artigos, se não os viveram em seu tempo. Mas a revista, abrindo-se ao problema da Igreja e do mundo, interessa a todos. Lendo a seção das “Cartas dos mosteiros e das missões”, dá para ver que o seu periódico chega ao mundo inteiro. Um agradecimento a mais pelo que a revista chama um “pequeno presente”, que, porém, multiplicado por centenas de pessoas e enviado a todos os continentes, se torna certamente um “grandíssimo presente de alto custo”. Por isso, se, em troca, o senhor se contentar com as nossas orações, nós as ofereceremos ex iustitia.
Renovando a estima por este gesto tipicamente evangélico, e invocando sobre o senhor e seus colaboradores a recompensa do Senhor e a proteção do nosso bem-aventurado fundador João Batista Scalabrini – pai dos imigrantes –, cumprimentamos com grato reconhecimento.
Vale!

Padre Paolo Piron
e comunidade escalabriana de Rosário


DIOCESE DE SAN JOSE DE ANTIQUE, FILIPINAS
San Jose de Buenavista, Filipinas

Posso tomar a liberdade de traduzir e publicar Quem reza se salva em nossa língua local?

San Jose de Buenavista,
quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Caro senador,
abraços e paz!
Desejo agradecer ao senhor e ao vice-diretor de 30Days [edição em inglês de 30Giorni] não apenas por sua utilíssima revista, mas também pelo suplemento Who prays is saved [edição em inglês de Quem reza se salva]. Minha diocese tem 43 padres e 76 religiosas, incluídas as 4 monjas clarissas contemplativas.
Posso tomar a liberdade de traduzir e publicar o suplemento em nossa língua local (Kinaray-a)?
Agradeço-lhe muito. Desejo o melhor futuro para sua revista. Deus o abençoe.
Cordialmente seu,

Romulo T. de la Cruz
bispo de San Jose de Antique


MISSIONÁRIOS SALESIANOS
Hooghly, Índia

30Giorni é belíssima, informativa e sobretudo claramente verdadeira

Hooghly, sábado, 26 de agosto de 2006

Gentilíssimo e estimadíssimo senador Andreotti,
sua revista chegou às minhas mãos no hospital, onde estou internado há quase duas semanas e prestes a voltar à Basílica de Bandel. Por isso, não tendo computador ou máquina de escrever, respondo, para agradecer, à moda antiga.
Não repito minha longa história na Índia, desde 1936 (quando eu tinha quinze anos e meio): o senhor encontrará tudo nos impressos anexados. Acabo de completar sessenta anos de sacerdócio. Tive uma vida muito boa: todos os dias foram bons. Sempre acompanhei a pátria distante, com a mente e o coração. Sou-lhe infinitamente grato pela revista, que me permite viver mais intensamente na Igreja, no mundo e na pátria. É belíssima, informativa e sobretudo claramente verdadeira, narrando episódios dos quais o senhor foi protagonista.
Desculpe-me a maneira de apresentar minha mensagem. Eu lhe asseguro, senador Andreotti, que o senhor sempre esteve em minha estima de homem de fé e patriota pela fé.
Com toda a afeição,
padre Luigi Gobetti


MISSIONÁRIOS SALESIANOS
Shillong, Índia

A reflexão do cardeal Martini sobre a devoção ao Sagrado Coração me trouxe uma grande alegria

Shillong, quarta-feira, 31 de agosto de 2006

Ilustríssimo senador, senhor Giulio Andreotti,
eis-me diante do senhor com um sincero obrigado por parte desta missão na Índia, paróquia dos santos Pedro e Paulo, que nasceu depois da visita do santo padre João Paulo II, em 4 de fevereiro de 1986. O Santo Padre proclamou a mensagem da salvação justamente nesta minha missão. Depois daquela visita, a paróquia foi dedicada ao papa Wojtyla.
A revista 30Dias, para mim, é uma fonte que me ajuda com os 14.600 neófitos espalhados por 24 vilarejos. A reflexão do cardeal Carlo Maria Martini me trouxe uma grande alegria ao divulgar a devoção do Sagrado Coração de Jesus, com a consagração da família a ele. Agradeço-lhe, prezado senador, por este precioso documento. Rezo pelo senhor e por seu trabalho. Um abraço da Índia.

Padre Peter Schiavon, pároco




Italiano Español English Français Deutsch