Curtas de 30Dias
HOMILIA
A genealogia de Jesus e o “mistério da graça”

IDavid e Betsabeia/I, Marc Chagall
DIPLOMACIA
Plenas relações diplomáticas entre a Rússia e a Santa Sé
![Bento XVI e o presidente Medvedev [© Paolo Galosi/Vatican Pool]](/upload/articoli_immagini_interne/1269616766672.jpg)
Bento XVI e o presidente Medvedev [© Paolo Galosi/Vatican Pool]
IGREJA
Etchegaray: “O cristão vive o presente”
![O cardeal Roger Etchegaray e o Papa Bento XVI BR[© Osservatore Romano/Associated Press/LaPresse]](/upload/articoli_immagini_interne/1269616867891.jpg)
O cardeal Roger Etchegaray e o Papa Bento XVI BR[© Osservatore Romano/Associated Press/LaPresse]
GNOSE
O embaixador de Israel e os fiéis de Sabbatai Zevi

Sabbatai Zevi
LIVROS
Wojtyla, Luciani e as anotações de Poltawska

Papa Luciani e o cardeal Karol Wojtyla
![Bento XVI e o presidente Lula [© Associated Press/LaPresse]](/upload/articoli_immagini_interne/1269617058594.jpg)
Bento XVI e o presidente Lula [© Associated Press/LaPresse]
Ratificado o Acordo com o Brasil
No dia 10 de dezembro no Vaticano procedeu-se à troca de instrumentos de ratificação do Acordo entre a Santa Sé e a República Federal do Brasil assinado a 13 de novembro de 2008.
Papa/1
Aprovados os decretos sobre as virtudes heroicas de Pio XII e João Paulo II
No dia 19 de dezembro o Papa, ao receber o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o arcebispo Angelo Amato, autorizou o dicastério a promulgar 21 decretos referentes a outras tantas causas de beatificação. Entre outros, foram publicados os relativos às virtudes heroicas de Pio XII e João Paulo II.
Papa/2
A confissão e a paz no mundo
Sandro Magister em um breve artigo publicado na revista L’espresso de dezembro, com o título E o Papa recordou: Dai a César, comentando o discurso feito por Bento XVI à Cúria no dia 21 de dezembro, entre outras coisas escreveu: “Surpreendendo todos Bento XVI acrescentou que se muitas coisas estão mal no mundo é também porque os cristãos abandonaram a prática do sacramento da penitência: ‘sintoma de perda de veracidade a respeito de nós mesmos e de Deus; uma perda que põe em perigo a nossa humanidade e diminui a nossa capacidade de paz’. ‘Para São Boaventura’, acrescentou Ratzinger, ‘o sacramento da penitência chegava a ser ‘um sacramento da humanidade enquanto tal’ instituído por Deus na sua essência, ‘imediatamente depois do pecado original com a penitência imposta a Adão’”.
Sagrado Colégio
Os oitenta anos de Glemp. O falecimento de Shirayanagi e Daly
No dia 18 de dezembro o cardeal polonês Józef Glemp, arcebispo de Varsóvia de 1981 a 2006, completou 80 anos. Em 30 de dezembro faleceu o cardeal japonês Peter Seiichi Shirayanagi, arcebispo de Tóquio de 1970 a 2000. Dia 31 de dezembro faleceu também o cardeal irlandês Cahal Brendan Daly, arcebispo de Armagh de 1990 a 1996. Portanto no final de 2009 o Sagrado Colégio era composto por 183 cardeais dos quais 112 eleitores em um eventual conclave.
História
Arrigo Levi e os silêncios de Pio XII
“Hesito em julgar as escolhas do Papa daquela época entre falar e calar. Se o Papa tivesse pronunciado uma condenação pública do holocausto judaico teria cumprido um heroico ato de martírio, envolvendo toda a Igreja. Mas os judeus italianos vítimas da Shoah teriam sido muito mais de 8 mil”. Assim escreveu Arrigo Levi sobre Pio XII, em um artigo publicado no jornal La Stampa de 23 de dezembro. E, também, comentando a minuciosa obra de ajuda e de refúgio dos judeus italianos realizada pela Igreja italiana, afirma: “eu me coloco entre os muitos que consideram não apenas provável, mas seguro que o Papa, depois do inesquecível silêncio de 16 de outubro de 1943, aprovou e estimulou a obra de salvamento dos judeus, não apenas em Roma, mas em toda a Itália, não apenas por obra dos párocos do interior, mas também por obra dos bispos e notáveis cardeais”.
Atualidade
Yehoshua: Israel, o sonho messiânico e a paz na Terra Santa
Vários rabinos israelenses, em nome da sacralidade da terra de Israel, rebelaram-se ao projeto do governo que propunha o impedimento de formação de novas colônias, fundamental para a retomada do processo de paz. Avraham Yehoshua, no jornal La Stampa de 21 de dezembro, comenta: “Nos longos séculos que precederam o aparecimento da ideologia sionista, a teologia judaica, em todas as suas variantes, criou uma estrutura religiosa que, embora aceitasse o assentamento na terra de Israel como preceito ativo e necessário, o considerava um sonho messiânico, uma redenção celeste atuável somente com uma intervenção divina [...].Então, como resolver essa contradição: a indiferença e a alienação dos judeus praticantes para com a Terra Santa por centenas de anos por um lado, e a atual concepção de que o território seja o mais importante centro de culto religioso pelo qual se pode e se deve até mesmo rebelar-se ao governo leigo e democrático, de outro? Considero que a base da questão esteja no seguinte enunciado: Israel não existe sem a Torá. Quem o aceita considera o governo nacional – legitimado por decisões democráticas – sem algum significado porque apenas a Torá e a Halaka podem dar um sentido ao conceito de nacionalidade”.E concluiu: o intenso apego religioso ao território não é senão um pretexto e um elemento do desafio a um governo democrático nacional. Um desafio antigo que está na base da identidade judaica e que se acentuou nos últimos anos com o grande aumento dos judeus praticantes em Israel. E é um desafio que todo governo democrático israelense deve enfrentar se quiser se retirar dos territórios ocupados em 1967 e chegar a uma paz com os palestinos”.
Teologia/1
A atualidade de Santo Tomás
“Como dominicano estou particularmente contente que o Papa tenha citado Santo Tomás de Aquino como exemplo para o comportamento das Pontifícias Academias diante dos problemas do diálogo com a sociedade e a cultura moderna”. É o comentário do cardeal Georges Cottier, entrevistado pelo jornal Avvenire de 29 de janeiro, sobre o discurso do Santo Padre aos membros da Pontifícias Academias que tinha encontrado no dia anterior por ocasião da XIV assembleia pública. O cardeal prossegue: “O Papa nos recorda que Santo Tomás é um homem de profundo senso da tradição, e de diálogo, de abertura aos problemas do seu tempo. Nutria-se da Escritura e dos Padres da Igreja e especialmente de Santo Agostinho – isso é muito importante – mas ao mesmo tempo era muito ligado à cultura da sua época. Conhecia a filosofia árabe, mas também a judaica – citou muitas vezes Maimônides. Se contar também, a síntese que soube fazer do pensamento grego antigo. Tudo isso faz com que Tomás se torne de grande atualidade para enfrentar também a atual tempérie cultural”.
Teologia/2
A revanche de Maimônides
Com o título A revanche de Maimônides, um artigo de Armando Torno publicado no Corriere della Sera de 16 de janeiro comenta sobre a atualidade do pensamento de Moisés Maimônides (1135-1204), no contexto de um debate bem mais amplo interno do mundo judaico. Ao detalhar a vida do filósofo, definido como um tipo de “Tomás de Aquino do judaísmo” pela sua abordagem à realidade e à revelação, o artigo se detém na obra Guia dos perplexos: ‘Nesta obra propõe socorrer os que estão incertos entre a fé na revelação e os ensinamentos da filosofia; ou melhor, deseja resolver os seus problemas. Assim como os doutores da Escolástica utilizarão sem excessivos tormentos a ajuda da razão, do mesmo modo Maimônides recorrerá a Aristóteles para ‘demonstrar’ a existência de Deus. [...] Étienne Gilson, o grande historiador do pensamento medieval, chamará o Guia ‘uma verdadeira soma de filosofia escolástica judaica’”.
Sagrado Colégio
A morte de Razafindratandra. Os 80 anos de Ambrozic
No dia 9 de janeiro faleceu o cardeal africano Gaétan Razafindratandra, 85 anos, de 1994 a 2005 arcebispo de Antananarivo em Madagáscar.
Em 23 de janeiro completou 80 anos o cardeal Aloysius Matthew Ambrozic, de origem eslovena, arcebispo de Toronto no Canadá de 1990 a 2006.
Portanto no final de janeiro o Sagrado Colégio resulta composto por 182 cardeais dos quais 111 eleitores em um eventual conclave.
Nomeação
Novos arcebispos em Malines-Bruxelles e em Praga
No dia 18 de janeiro o Papa aceitou as demissões do cardeal belga Godfried Danneels, 77 anos em junho, do cargo de arcebispo de Malines-Bruxelles que ocupava desde 1979. Para substituí-lo foi chamado dom André-Mutien Léonard, 70 anos em maio, que era bispo de Namur desde 1991.
No dia 13 de fevereiro o Papa aceitou as demissões do cardeal Miloslav Vlk, 78 anos em maio, do cargo de arcebispo de Praga que ocupava desde 1991. No seu lugar foi nomeado o dominicano Dominik Duka, 67 anos em abril, desde 1998 bispo de Hradec Kralove.
História/1
Silvestrini: quando Pio XII tentou evitar a guerra
“Pio XII era totalmente antinazista. Sempre. No inverno de 1940, antes do ataque alemão ao fronte ocidental, um grupo de altos oficiais alemães, que tentava tirar Hitler do poder, pediu que o Papa fosse o mediador junto aos governos aliados para saber que garantias poderiam ser-lhes obtidas. Pio XII convocou duas vezes o embaixador inglês junto à Santa Sé, Osborne, para lhe comunicar a iniciativa. Fez isso diretamente, sem apoio da Secretaria de Estado. Com efeito, não há rastros nos arquivos vaticanos, mas estes se encontram no diário de Osborne e num livro de Chatwick”. Palavras do cardeal Achille Silvestrini, em uma entrevista ao jornal La Stampa de 1º de fevereiro.
História/2
Lévy: o inventor da lenda negra de Pio XII era um negacionista
“Quanto ao caso muito complexo de Pio XII, voltarei a falar, se necessário. Voltarei a falar também do caso de Rolf Hochhuth, autor do famoso O vigário, que em 1963 lançou a polêmica sobre os ‘silêncios de Pio XII’. Em particular, voltarei a falar do fato de que este exaltado justiceiro é também um negacionista de marca, condenado várias vezes como tal e cuja última provocação, cinco anos atrás, foi a de tomar a defesa, em uma entrevista à revista semanal de extrema direita Junge Freiheit, daquele que nega a existência das câmaras de gás, David Irving”. São declarações de Bernard-Henri Lévy no Corriere della Sera de 20 de janeiro.
Oriente Médio
Yehoshua, a paz entre a Palestina e Israel e a crise iraniana
“Uma eventual paz entre Israel e palestinos neutralizaria o veneno do ódio iraniano e acabaria com o imaginário mecanismo político que leva a identificar Israel como o mal total, ou o ‘pequeno satanás’ que é preciso destruir a todo custo. Uma frente comum a israelenses e palestinos poderia obrigar o povo iraniano, que em um passado não muito longínquo mantinha boas relações com o Estado judaico, a rebelar-se à loucura que parece ter se difundido nos seus governantes. Uma ação bélica israelense ou americana poderia provocar um perigoso agravamento da situação, prolongaria e intensificaria os sofrimentos nesta região tão sensível do mundo. Uma conclusão pacífica do conflito israelense-palestino, ao contrário, seria bem mais eficaz do que qualquer iniciativa militar”. É a conclusão do editorial do La Stampa de 3 de fevereiro, escrito por Avraham B. Yehoshua.