Entre Roma e Pequim, o que desfaz os nós é o sensus fidei
A fé do povo ajudou a tornar ineficaz o projeto de uma Igreja nacional independente. Até o governo reorientou sua linha de ação. E poderia chegar a rever as bases teóricas de sua política para as comunidades católicas chinesas. Entrevista com Ren Yanli, membro da Academia Chinesa de Ciências Sociais
Entrevista com Ren Yanli de Gianni Valente
Ren Yanli, membro da
Academia Chinesa de Ciências Sociais e do Instituto de Pesquisas
sobre as Religiões Mundiais, acompanha há décadas o
itinerário da Igreja Católica chinesa e as
relações entre a China Popular e o Vaticano. A vantagem de
falar com ele é que o professor sabe pôr cada fato em sua
correta perspectiva histórica, sem censurar as mudanças
substanciais registradas nas relações entre a Igreja
Católica e a China Popular nas últimas décadas. 30Dias o entrevistou durante
uma visita recente à Itália, na sede da
Fundação para as Ciências Religiosas “João
XXIII”, de Bolonha.
![Ren Yanli [© Ucanews]](/upload/articoli_immagini_interne/1266246452905.jpg)
Professor, não param de circular lugares-comuns
que falseiam a situação da Igreja Católica chinesa.
REN YANLI: Os católicos chineses são católicos como qualquer outro. Têm a mesma fé, leem a mesma Bíblia, vão livremente à igreja para celebrar a missa, rezar e receber os sacramentos. Como os outros católicos, amam sua pátria e querem participar da vida e da modernização da China.
E de onde vêm os problemas, então?
REN: Houve uma época em que, por várias razões, não parecia possível amar a pátria e ao mesmo tempo amar a Igreja. Quando teve início a República Popular Chinesa, o Vaticano era considerado um inimigo político da nova China comunista. E assim, no final da década de 1950, no ponto mais alto do movimento anti-imperialista que dominava então a política chinesa, foram cortadas as relações com a Santa Sé, e a Igreja chinesa foi levada à linha política da independência e da nomeação autônoma dos bispos. Mas, já nessa época, aqueles que por patriotismo ou mesmo apenas verbalmente aderiam a essa linha acabavam logo por perder sua tranquilidade espiritual. Pareciam pessoas divididas. Como é que pode ser católica uma Igreja local que não tem laços com a Sé Apostólica? De fato, depois da época infeliz da Revolução Cultural, com a reabertura da China promovida por Deng Xiaoping, o pensamento dominante dos católicos chineses foi recuperar, com a velocidade e da forma como puderam fazê-lo, as relações com a Santa Sé, o Papa e a Igreja Católica universal.
E esse desejo encontrou diferentes caminhos para se realizar.
REN: Alguns se aproximaram mais dos bispos ordenados clandestinamente que estavam em comunhão com o Papa, e que se recusavam a ter qualquer relação com o poder político e deste sofrer qualquer tipo de controle. Mas os bispos que tinham sido ordenados sem o consenso da Sé Apostólica começaram também a tomar o mesmo caminho, pedindo ao Papa seu reconhecimento e legitimação. Eles também se afastaram da perspectiva da independência. Esse foi um fenômeno geral, e deve ser levado em conta como um todo.
Como se explica esse fenômeno? Quais são suas causas principais?
REN: Para mim, está cada vez mais claro que o fator decisivo foi a própria fé dos católicos chineses, tanto dos leigos quanto do clero. Hoje os sacerdotes não estão dispostos a se tornar bispos se a sua nomeação não vier do Papa e se não tiverem o mandato apostólico. Muitos novos bispos, no início e no fim de sua consagração, fazem questão de mostrar em público a carta de nomeação do Papa. Até porque sabem muito bem que os fiéis jamais darão ouvidos a pastores eleitos e consagrados autonomamente, sem o consenso do Papa. Os últimos bispos nomeados sem mandato pontifício continuam isolados e ninguém quer receber a eucaristia de suas mãos durante a missa. Enfim, admitindo que alguém no passado tenha tido alguma tentação de fazer carreira numa Igreja independente, a fé do povo ajudou a tornar ineficaz esse projeto. E isso ajudou o próprio governo a reorientar sua linha de ação.
Onde o senhor vê essa reorientação? Há quem diga que a posição do poder chinês seja sempre rigidamente igual a si mesma.
REN: Se o governo quer que os bispos sejam pastores estimados e seguidos pelos fiéis, e que não sejam vistos como funcionários isolados e impostos de fora, tem entendido nos últimos tempos que a nomeação proveniente do Papa e a plena comunhão com ele são elementos indispensáveis, de que não é possível prescindir. Isso significa que, na prática, foi deixada de lado a ideia de impor à Igreja uma independência que seja separação do Papa e da Igreja universal. O processo que conduz a uma afirmação cada vez mais explícita da comunhão dos bispos chineses com o Papa – e a tudo o que isso comporta – é irreversível. Nesse caminho, não poderá haver uma marcha a ré.
Como o senhor avalia a fase recente das relações entre a China e o Vaticano?
REN: Na minha opinião, não tem sentido continuar a falar em degelo, pois faz bastante tempo que não existe gelo, e as duas partes começaram há muitos anos a ter contatos diretos. Mas o vai não vai continua: toda vez que um lado considera as iniciativas do outro tentativas unilaterais de eliminá-lo da jogada, faz em seguida gestos que podemos claramente interpretar como um movimento de reação.
Algum exemplo?
REN: Vamos começar por 2005. Todos os bispos ordenados naquele ano já tinham a nomeação do Papa em seu bolso, antes da consagração. Foi um ano de paz. Em 2006, o bispo de Hong Kong, José Zen, foi criado cardeal, e logo voltaram a ser eleitos bispos sem mandato do Papa, em abril e novembro. Então teve início um novo ciclo de declarações mais ríspidas entre o governo chinês e a Cúria Romana. Mas, em janeiro de 2007, quando se espalhou a notícia de que Bento XVI teria enviado uma Carta pastoral à Igreja na China, acabaram as consagrações de bispos não autorizadas por Roma. Naquele ano, até o novo bispo de Pequim foi eleito com o consenso do Papa. Mas, em seguida, a China celebrou com muita ênfase os cinquenta anos da Associação Patriótica e das primeiras nomeações episcopais, ocorridas em 1958 sem mandato do Papa. o que a Santa Sé, se necessário, poderá conceder novamente aos bispos chineses a faculdade de consagrar outros bispos, pedindo a aprovação papal num momento seguinte. Na prática, dá para perceber que poderão voltar a ser atribuídas às comunidades clandestinas as faculdades especiais que tinham sido revogadas pela Carta do Papa.
Quais foram as reações do lado chinês?
REN: Chegamos a temer o início de uma nova fase de conflitos. Mas, quando Hu Jintao foi à Itália para participar do G8, o Papa mandou dizer a ele que ficaria contente em recebê-lo no Vaticano. O encontro não pôde ser realizado. Mas o convite do Papa foi bem recebido.
E agora? Como a história continua?
REN: Nos últimos meses, deveria ter ocorrido o 8º Congresso dos Católicos Chineses. É a assembleia periódica dos delegados das dioceses registradas na Administração Estatal dos Assuntos Religiosos, que tem, entre outras, a tarefa de distribuir os cargos de altos funcionários dos organismos oficiais da Igreja na China, como a Associação Patriótica e o Colégio dos Bispos, que ficaram vacantes desde que morreram os bispos que os ocupavam. No entanto, as autoridades políticas decidiram adiar o Congresso para 2010.
![Distribuição da comunhão na igreja católica Xishiku, em Pequim [© Sinopix/LaPresse]](/upload/articoli_immagini_interne/1266246452983.jpg)
Como o senhor interpreta esse adiamento?
REN: Talvez não queiram forçar a mão. Pequim entendeu que os chefes dos organismos oficiais, para serem realmente reconhecidos e respeitados, devem ser bispos em comunhão com o Papa. E os bispos legítimos têm uma certa reserva e teriam dificuldades para assumir esses cargos se houvesse implicitamente a contrariedade da Santa Sé. É preciso tempo para organizar as coisas de um modo tal que a escolha recaia sobre o homem certo e tudo transcorra sem complicações. Os políticos chineses de hoje são pragmáticos e tendem a resolver os problemas um de cada vez. Sem reviravoltas ostensivas. Dito isso, temo que, se primeiro não forem resolvidos alguns problemas básicos, sempre haverá o risco de se reiniciarem fases de conflitos desgastantes, que já não correspondem à história e prejudicariam sempre a todo o mundo.
O que é que pode ajudar, neste momento, a interromper a espiral ação-reação que o senhor descreveu?
REN: A Santa Sé, de sua parte, agiria bem se levasse em consideração e envolvesse a Igreja chinesa: como eu disse, durante todo este tempo a fidelidade dos católicos chineses à fé dos apóstolos foi o fator decisivo, até mesmo na evolução das relações com os dirigentes políticos do País.
E por parte dos líderes políticos chineses, o que o senhor espera?
REN: Em maio passado, uma personalidade chinesa anônima, mas influente, sinalizou num jornal de Hong Kong que as autoridades de Pequim poderiam propor uma revisão da forma como as categorias de autonomia, independência e autogoverno são aplicadas à Igreja local. Seminários de estudos restritos aos responsáveis políticos têm enfrentado já há algum tempo o seguinte tema: como encontrar uma nova definição de independência que distinga o aspecto eclesial e de fé do aspecto político? O conceito de independência já não pode ser aplicado aos aspectos da vida da Igreja que estão relacionados à fé, mas precisa ser interpretado apenas do ponto de vista político.
Concretamente, o que isso significa? O senhor pode dar um exemplo prático?
REN: O governo quer uma garantia de que a Igreja não se comporte como um corpo político. De que os bispos chineses sejam independentes em relação a eventuais orientações políticas e geopolíticas da Cúria Romana. Na prática, querem evitar a possibilidade de um bispo ou eventualmente um núncio atacar a política do governo. Por isso, há quem insista em Pequim em manter um certo controle sobre as nomeações dos bispos.
![Ren Yanli [© Ucanews]](/upload/articoli_immagini_interne/1266246452905.jpg)
Ren Yanli [© Ucanews]
REN YANLI: Os católicos chineses são católicos como qualquer outro. Têm a mesma fé, leem a mesma Bíblia, vão livremente à igreja para celebrar a missa, rezar e receber os sacramentos. Como os outros católicos, amam sua pátria e querem participar da vida e da modernização da China.
E de onde vêm os problemas, então?
REN: Houve uma época em que, por várias razões, não parecia possível amar a pátria e ao mesmo tempo amar a Igreja. Quando teve início a República Popular Chinesa, o Vaticano era considerado um inimigo político da nova China comunista. E assim, no final da década de 1950, no ponto mais alto do movimento anti-imperialista que dominava então a política chinesa, foram cortadas as relações com a Santa Sé, e a Igreja chinesa foi levada à linha política da independência e da nomeação autônoma dos bispos. Mas, já nessa época, aqueles que por patriotismo ou mesmo apenas verbalmente aderiam a essa linha acabavam logo por perder sua tranquilidade espiritual. Pareciam pessoas divididas. Como é que pode ser católica uma Igreja local que não tem laços com a Sé Apostólica? De fato, depois da época infeliz da Revolução Cultural, com a reabertura da China promovida por Deng Xiaoping, o pensamento dominante dos católicos chineses foi recuperar, com a velocidade e da forma como puderam fazê-lo, as relações com a Santa Sé, o Papa e a Igreja Católica universal.
E esse desejo encontrou diferentes caminhos para se realizar.
REN: Alguns se aproximaram mais dos bispos ordenados clandestinamente que estavam em comunhão com o Papa, e que se recusavam a ter qualquer relação com o poder político e deste sofrer qualquer tipo de controle. Mas os bispos que tinham sido ordenados sem o consenso da Sé Apostólica começaram também a tomar o mesmo caminho, pedindo ao Papa seu reconhecimento e legitimação. Eles também se afastaram da perspectiva da independência. Esse foi um fenômeno geral, e deve ser levado em conta como um todo.
Como se explica esse fenômeno? Quais são suas causas principais?
REN: Para mim, está cada vez mais claro que o fator decisivo foi a própria fé dos católicos chineses, tanto dos leigos quanto do clero. Hoje os sacerdotes não estão dispostos a se tornar bispos se a sua nomeação não vier do Papa e se não tiverem o mandato apostólico. Muitos novos bispos, no início e no fim de sua consagração, fazem questão de mostrar em público a carta de nomeação do Papa. Até porque sabem muito bem que os fiéis jamais darão ouvidos a pastores eleitos e consagrados autonomamente, sem o consenso do Papa. Os últimos bispos nomeados sem mandato pontifício continuam isolados e ninguém quer receber a eucaristia de suas mãos durante a missa. Enfim, admitindo que alguém no passado tenha tido alguma tentação de fazer carreira numa Igreja independente, a fé do povo ajudou a tornar ineficaz esse projeto. E isso ajudou o próprio governo a reorientar sua linha de ação.
Onde o senhor vê essa reorientação? Há quem diga que a posição do poder chinês seja sempre rigidamente igual a si mesma.
REN: Se o governo quer que os bispos sejam pastores estimados e seguidos pelos fiéis, e que não sejam vistos como funcionários isolados e impostos de fora, tem entendido nos últimos tempos que a nomeação proveniente do Papa e a plena comunhão com ele são elementos indispensáveis, de que não é possível prescindir. Isso significa que, na prática, foi deixada de lado a ideia de impor à Igreja uma independência que seja separação do Papa e da Igreja universal. O processo que conduz a uma afirmação cada vez mais explícita da comunhão dos bispos chineses com o Papa – e a tudo o que isso comporta – é irreversível. Nesse caminho, não poderá haver uma marcha a ré.
Como o senhor avalia a fase recente das relações entre a China e o Vaticano?
REN: Na minha opinião, não tem sentido continuar a falar em degelo, pois faz bastante tempo que não existe gelo, e as duas partes começaram há muitos anos a ter contatos diretos. Mas o vai não vai continua: toda vez que um lado considera as iniciativas do outro tentativas unilaterais de eliminá-lo da jogada, faz em seguida gestos que podemos claramente interpretar como um movimento de reação.
Algum exemplo?
REN: Vamos começar por 2005. Todos os bispos ordenados naquele ano já tinham a nomeação do Papa em seu bolso, antes da consagração. Foi um ano de paz. Em 2006, o bispo de Hong Kong, José Zen, foi criado cardeal, e logo voltaram a ser eleitos bispos sem mandato do Papa, em abril e novembro. Então teve início um novo ciclo de declarações mais ríspidas entre o governo chinês e a Cúria Romana. Mas, em janeiro de 2007, quando se espalhou a notícia de que Bento XVI teria enviado uma Carta pastoral à Igreja na China, acabaram as consagrações de bispos não autorizadas por Roma. Naquele ano, até o novo bispo de Pequim foi eleito com o consenso do Papa. Mas, em seguida, a China celebrou com muita ênfase os cinquenta anos da Associação Patriótica e das primeiras nomeações episcopais, ocorridas em 1958 sem mandato do Papa. o que a Santa Sé, se necessário, poderá conceder novamente aos bispos chineses a faculdade de consagrar outros bispos, pedindo a aprovação papal num momento seguinte. Na prática, dá para perceber que poderão voltar a ser atribuídas às comunidades clandestinas as faculdades especiais que tinham sido revogadas pela Carta do Papa.
Quais foram as reações do lado chinês?
REN: Chegamos a temer o início de uma nova fase de conflitos. Mas, quando Hu Jintao foi à Itália para participar do G8, o Papa mandou dizer a ele que ficaria contente em recebê-lo no Vaticano. O encontro não pôde ser realizado. Mas o convite do Papa foi bem recebido.
E agora? Como a história continua?
REN: Nos últimos meses, deveria ter ocorrido o 8º Congresso dos Católicos Chineses. É a assembleia periódica dos delegados das dioceses registradas na Administração Estatal dos Assuntos Religiosos, que tem, entre outras, a tarefa de distribuir os cargos de altos funcionários dos organismos oficiais da Igreja na China, como a Associação Patriótica e o Colégio dos Bispos, que ficaram vacantes desde que morreram os bispos que os ocupavam. No entanto, as autoridades políticas decidiram adiar o Congresso para 2010.
![Distribuição da comunhão na igreja católica Xishiku, em Pequim [© Sinopix/LaPresse]](/upload/articoli_immagini_interne/1266246452983.jpg)
Distribuição da comunhão na igreja católica Xishiku, em Pequim [© Sinopix/LaPresse]
REN: Talvez não queiram forçar a mão. Pequim entendeu que os chefes dos organismos oficiais, para serem realmente reconhecidos e respeitados, devem ser bispos em comunhão com o Papa. E os bispos legítimos têm uma certa reserva e teriam dificuldades para assumir esses cargos se houvesse implicitamente a contrariedade da Santa Sé. É preciso tempo para organizar as coisas de um modo tal que a escolha recaia sobre o homem certo e tudo transcorra sem complicações. Os políticos chineses de hoje são pragmáticos e tendem a resolver os problemas um de cada vez. Sem reviravoltas ostensivas. Dito isso, temo que, se primeiro não forem resolvidos alguns problemas básicos, sempre haverá o risco de se reiniciarem fases de conflitos desgastantes, que já não correspondem à história e prejudicariam sempre a todo o mundo.
O que é que pode ajudar, neste momento, a interromper a espiral ação-reação que o senhor descreveu?
REN: A Santa Sé, de sua parte, agiria bem se levasse em consideração e envolvesse a Igreja chinesa: como eu disse, durante todo este tempo a fidelidade dos católicos chineses à fé dos apóstolos foi o fator decisivo, até mesmo na evolução das relações com os dirigentes políticos do País.
E por parte dos líderes políticos chineses, o que o senhor espera?
REN: Em maio passado, uma personalidade chinesa anônima, mas influente, sinalizou num jornal de Hong Kong que as autoridades de Pequim poderiam propor uma revisão da forma como as categorias de autonomia, independência e autogoverno são aplicadas à Igreja local. Seminários de estudos restritos aos responsáveis políticos têm enfrentado já há algum tempo o seguinte tema: como encontrar uma nova definição de independência que distinga o aspecto eclesial e de fé do aspecto político? O conceito de independência já não pode ser aplicado aos aspectos da vida da Igreja que estão relacionados à fé, mas precisa ser interpretado apenas do ponto de vista político.
Concretamente, o que isso significa? O senhor pode dar um exemplo prático?
REN: O governo quer uma garantia de que a Igreja não se comporte como um corpo político. De que os bispos chineses sejam independentes em relação a eventuais orientações políticas e geopolíticas da Cúria Romana. Na prática, querem evitar a possibilidade de um bispo ou eventualmente um núncio atacar a política do governo. Por isso, há quem insista em Pequim em manter um certo controle sobre as nomeações dos bispos.