De bispo “sub-secreto” a cardeal
O pupilo de Slipyj
de Gianni Valente

O cardeal Lubomyr Husar
Desde 1963, o cardeal Josyf Slipyj, célebre chefe dos ucranianos greco-católicos, morava em Roma, em exílio depois de 18 anos em campos de prisão. Cardeal Slipyj torna-se seu mentor e em 2 de abril de 1977 consagra-o bispo na capela do mosteiro estudita, junto com seu secretário Ivan Choma. Um gesto com o qual o impetuoso Slipyj pretende afirmar as suas prerrogativas de chefe da própria Igreja. Mas as duas ordenações episcopais não são oficialmente reconhecidas pelo Papa, e também, o Sínodo da Igreja greco-católica decide prudentemente não as revelar aos fiéis. Em 1978, Husar foi nomeado arquimandrita dos monges estuditas da Europa e da América. No seu longo período romano tornou-se também vigário-geral do cardeal Myroslav Lubachivsky, sucessor de Slipyj. Em 1993, junto com seus colegas da comunidade de Grottaferrata, volta à pátria. Mas somente depois de 18 anos da sua consagração a sua nomeação torna-se pública, quando em 1995 o Sínodo dos Bispos ucranianos nomeia-o chefe do recentemente erigido exarcado arquiepiscopal de Kiev. A partir de 1996, com o piorar das condições de saúde do cardeal Lubachivsky, é nomeado auxiliar do arcebispo-mor na sede de Lviv, com encargos especiais no governo pastoral da arquidiocese. Com o falecimento de Lubachivsky, em 25 de janeiro de 2001, o Sínodo greco-católico elegeu-o arcebispo-mor de Lviv dos ucranianos. Em 26 de janeiro, o Papa confirma a nomeação e poucos dias depois apresenta uma segunda lista de cardeais chamados para receber a púrpura no consistório de 21 de fevereiro de 2001, na qual consta o nome de Husar.