30Days in brief
MOSTRAS
A figura de Maria

A Imaculada Conceição, pintura de Silvio Capparoni doada aos padres Concepcionistas pelo Papa Pio IX
DIÁLOGO
Scalfari e o Pai-Nosso

Uma pequena imagem do livreto do Catecismo da Doutrina Cristã
COLÉGIO DOS CARDEAIS/1
Ratzinger: “A Igreja não pode se reconhecer na categoria
‘Ocidental’”
“Substancialmente, a Igreja não pode se reconhecer na categoria ‘Ocidental’. Seria equivocado histórica, empírica e teologicamente. Historicamente, sabemos que o cristianismo nasceu do cruzamento da Europa, Ásia e África, e isso indica também algo da sua essência interna [...]. No seu início, a expansão do cristianismo dirigia-se do mesmo modo para o Oriente, rumo à China, Índia, Pérsia e Arábia e ao Ocidente. Infelizmente, depois no nascimento do Islã, grande parte desta cristandade oriental desapareceu. Mas não completamente, pois existem elementos desta cristandade histórica que testemunham a sua universalidade, e mesmo a cristandade européia divide-se em ocidental e oriental [...]. De modo empírico, não só temos esta grande herança histórica, mas o cristianismo está presente, com minorias de força espiritual reconhecida, em todos os continentes. O eixo da cristandade desloca-se cada vez mais para os novos continentes, rumo à África, Ásia, América Latina. A Europa ainda é uma fonte essencial para o desenvolvimento do cristianismo, todavia, começa a isolar-se justamente com a discussão sobre a sua identidade. Teologicamente, pois a Igreja, pela sua essência, deveria transcender as culturas, ser o fato de que não está ligada a uma cultura determinada, mas que ajuda o êxodo da prisão de uma cultura e a comunicação das culturas”. Palavras do cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no decorrer de um encontro-diálogo com o professor Ernesto Galli della Loggia, realizado no Palácio Colonna, em Roma, no dia 25 de outubro de 2004. O debate foi moderado pelo engenheiro Gaetano Rebecchini, presidente do Centro de Orientação Política, a fundação que organizou o evento.
COLÉGIO DOS CARDEAIS/2 López Trujillo: “A vitória de Bush é um momento muito importante para nós”
“Para nós este momento é muito importante porque o triunfo de Bush está baseado só nos valores morais”. São palavras do cardeal colombiano Alfonso López Trujillo no decorrer da plenária do Pontifício Conselho para a Família (o dicastério que preside desde 1990), realizada no Vaticano de 18 a 20 de novembro. As declarações de López Trujillo foram publicadas no Catholic News Service, a agência de notícias do episcopado dos Estados Unidos, dia 18 de novembro.
COLÉGIO DOS CARDEAIS/3 O falecimento dos cardeais Joos e Aramburu
No dia 2 de novembro faleceu o cardeal belga Gustaaf Joos, 81 anos, velho amigo de Karol Wojtyla, que lhe concedera a púrpura no último Consistório de 21 de outubro de 2003.
Em 18 de novembro faleceu também o cardeal argentino Juan Carlos Aramburu, 92 anos, arcebispo de Buenos Aires de 1975 a 1990, nomeado cardeal por Paulo VI em 1976.
Portanto no final de novembro o Sagrado Colégio é formado por 185 cardeais, dos quais 122 eleitores em um eventual conclave, por terem menos de 80 anos. E no dia 11 de dezembro, o cardeal Giovanni Saldarini, arcebispo de Turim de 1989-1999 completará 80 anos.
CÚRIA/1 O arcebispo Sardi é vice-camerlengo
No dia 23 de outubro o arcebispo Paolo Sardi, núncio apostólico em encargos especiais da Secretaria de Estado, foi nomeado vice-camerlengo da Santa Igreja Romana. Assume o lugar de Ettore Cunial, 99 anos, ex-vice-gerente do Vicariato de Roma. Portanto, Sardi, aos 70 anos, originário da diocese de Acqui, Piemonte, em prática ghost-writer do Papa, será também o vice do cardeal camerlengo, o espanhol Eduardo Martínez Somalo, 77 anos, ex-prefeito da Congregação para os Religiosos. O artigo 171 parágrafo 1 da Constituição Pastoral Pastor Bonus fala da figura do vice-camerlengo: “A Câmara Apostólica, presidida pelo Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana, com a colaboração do Vice-Camerlengo e dos outros Prelados de Câmara, desempenha sobretudo as funções que lhe são atribuídas pela especial lei relativa à Sé Apostólica vacante”.
CÚRIA/2 Novo Prelado auditor na Rota Romana
No dia 24 de novembro dom Abdou Yaacoub, libanês maronita, foi nomeado prelado auditor da Rota Romana. Assume o lugar do espanhol Francisco López-Illana, que completou 75 anos no dia 18 de novembro.
DIPLOMACIA Novos Embaixadores do Iraque e Irã junto à Santa Sé
No dia 29 de outubro Mohammad Javad Faridzade, novo embaixador do Irã junto à Santa Sé, entregou suas cartas credenciais ao Papa. O representante de Teerã tem 51 anos, estudou Direito e Literatura em seu país e Filosofia na Alemanha, e no último triênio foi representante particular do presidente da República para as questões culturais e políticas internacionais. No seu discurso, o Papa disse, entre outras coisas: “A Santa Sé conta com o apoio das Autoridades iranianas para consentir aos fiéis da Igreja Católica presentes no Irã, assim como aos outros cristãos, a liberdade de professar a sua religião e para favorecer o reconhecimento da personalidade jurídica das instituições eclesiásticas...”. Por sua vez, o novo embaixador iraniano disse: “Os pensadores religiosos, baseando-se nos Livros Sagrados, podem não só adquirir uma profunda compreensão dos direitos humanos, mas podem até mesmo explicar suas causas teológicas e teosóficas”. Fato incomum, de ambos discursos, do Papa e do diplomata iraniano, o L’Osservatore Romano (30 de outubro) publicou a tradução em italiano.
No dia 15 de novembro foi a vez do novo embaixador do Iraque. Trata-se de Albert Edward Ismail Yelda, cristão da antiga Igreja Assíria, 45 anos, que se dedicou à consultoria legal e projetos de assistência para os imigrantes iraquianos em Londres de 1987 a 2003. No seu discurso, o Papa disse, entre outras coisas: “Que o seu governo trabalhe incansavelmente para resolver as contendas e os conflitos, através do diálogo e das negociações, e que só lance mão da força militar como último recurso”. No dia 4 de novembro o Papa tinha recebido também o primeiro ministro iraquiano Ayad Allawi.
IRAQUE A fuga dos cristãos
“Seria pelo menos paradoxal que sob o amparo de George W. Bush, o qual não começa um Conselho de Ministros sem uma oração, desaparecesse uma das mais antigas comunidades cristãs do Oriente” Conclusão de um artigo do Le Figaro de Paris (29 de novembro) dedicado à inquietadora fuga dos cristãos do Iraque depois de Saddam.
KOSOVO Mosteiros sempre sob assédio
No dia 13 de outubro, foi apresentado em Roma o documentário Enclave Kosovo, de Elisabetta Valgiusti, iniciativa proposta pela associação “Salva os mosteiros” (site internet www.salvaimonasteri.org). Participaram, entre outros, o cardeal Tomás Spidlík, o embaixador da Sérvia e Montenegro junto à Santa Sé, Darko Tanaskovic, os políticos Gustavo Selva (Alleanza Nazionale, presidente da Comissão do Exterior da Câmara dos Deputados) e Luana Zanella (Verdi-Ulivo) e a professora Marie-Paule Roudil, francesa, diretora do Departamento da Unesco de Veneza responsável pelos Bálcãs. Estavam também presentes os padres Sava e Xenofon do mosteiro ortodoxo de Decani, e monsenhor Miguel Maury Buendía, encarregado, há pouco tempo, pelos assuntos dos Bálcãs na Secretaria de Estado. O documentário em questão é um afresco impressionante da sistemática destruição dos mosteiros ortodoxos presentes na província da ex-Iugoslávia atualmente administrada pela ONU. Apenas em março deste ano, 35 entre mosteiros e conventos foram devastados pelos extremistas albaneses.
ITÁLIA Francesco Marino nomeado bispo de Avellino
No dia 13 de novembro dom Francesco Marino, 49 anos, do clero de Aversa, foi nomeado bispo de Avellino. Nascido na província de Caserta, sacerdote desde 1979, tinha o cargo de pároco, de vicário forâneo e de assistente diocesano da Ação Católica.
POLÍTICA/1 Fausto Bertinotti e São Francisco
“Quando a Igreja está em crise precisa-se de São Francisco. É preciso uma revolução doce e não violenta, mas de qualquer modo radical, que reproponha com força o tema dos pobres e da igualdade”. Palavras de Fausto Bertinotti, líder da Rifondazione Comunista, em uma entrevista sobre a identidade da esquerda publicada no jornal La Repubblica de 9 de novembro.
POLÍTICA/2 Batismo na sede do governo regional
No dia 16 de novembro na capela da sede do governo da Região Lácio, celebrou-se um singular batismo. Um recém-nascido foi batizado graças ao interesse da associação “Salva mães”, um organismo dedicado ao parto, anônimo, de mães em dificuldade que não podem, ou não querem, prosseguir a gravidez. A criança foi batizada pelo cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos, o padrinho foi excepcionalmente o presidente da Região do Lácio, Francesco Storace. A crônica da celebração foi publicada no La Repubblica do dia seguinte com o título: Batismo na sede regional. Storace como papalino.
POLÍTICA/3 Marco Pannella, a solidariedade e a necrofilia
O imaginativo político Marco Pannella, em um debate com o jornalista Giuliano Ferrara, negou que Rocco Buttiglione, cuja candidatura à Comissário Europeu foi reprovada, tenha sido vítima de um preconceito “anticatólico”. Depois Marco Pannella perguntou aos leigos: “Como vocês puderam assinar”, em solidariedade “sobre o sangue derramado por Buttiglione? A necrofilia é uma característica fascista”. As palavras do líder radical foram publicadas no jornal comunista Unità de 9 de novembro.
LIVROS/1 Enzo Bianchi: “Na Igreja, mais militantes que discípulos”
Este é o título de uma recensão publicada no La Stampa de 6 de novembro, no suplemento Tuttolibri, de Enzo Bianchi. No livro Chiesa madre, chiesa matrigna de Alberto Melloni (Ed. Einaudi), Enzo Bianchi louva particularmente a parte dedicada ao perdão. E escreve: “Então o problema central a ser resolvido é o de uma Igreja que, depois de ter surpreso a todos pela sua capacidade de pedir perdão pelos erros cometidos no decorrer dos séculos por ‘alguns de seus filhos’, mesmo eminentíssimos, tem dificuldade cada vez maior de perdoar, de anunciar a boa notícia da misericórdia de Deus aos homens e às mulheres do nosso tempo. Acontece com freqüência que os crentes, e não apenas eles, sejam abandonados às suas fraquezas e angústias diante de imperativos categóricos [...]. E aqui o autor, denunciando os limites da atual pastoral, talvez mais preocupada em criar militantes do que em formar discípulos, constata como ‘a experiência da Igreja como mãe ativa – a Igreja que nos acompanha nas estações da vida e nos leva à vida interior – é cada vez mais rara’”.
LIVROS/2 Quando o diabo conquista São Pedro
Este é o título de uma longa recensão publicada no Corriere della Sera de 25 de novembro, sobre o romance Anjos e Demônios, a última obra de Dan Brown, um thriller simbólico-religioso que se realiza em Roma, durante o conclave. Brown é o autor do best-seller O Código da Vinci.
“Substancialmente, a Igreja não pode se reconhecer na categoria ‘Ocidental’. Seria equivocado histórica, empírica e teologicamente. Historicamente, sabemos que o cristianismo nasceu do cruzamento da Europa, Ásia e África, e isso indica também algo da sua essência interna [...]. No seu início, a expansão do cristianismo dirigia-se do mesmo modo para o Oriente, rumo à China, Índia, Pérsia e Arábia e ao Ocidente. Infelizmente, depois no nascimento do Islã, grande parte desta cristandade oriental desapareceu. Mas não completamente, pois existem elementos desta cristandade histórica que testemunham a sua universalidade, e mesmo a cristandade européia divide-se em ocidental e oriental [...]. De modo empírico, não só temos esta grande herança histórica, mas o cristianismo está presente, com minorias de força espiritual reconhecida, em todos os continentes. O eixo da cristandade desloca-se cada vez mais para os novos continentes, rumo à África, Ásia, América Latina. A Europa ainda é uma fonte essencial para o desenvolvimento do cristianismo, todavia, começa a isolar-se justamente com a discussão sobre a sua identidade. Teologicamente, pois a Igreja, pela sua essência, deveria transcender as culturas, ser o fato de que não está ligada a uma cultura determinada, mas que ajuda o êxodo da prisão de uma cultura e a comunicação das culturas”. Palavras do cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no decorrer de um encontro-diálogo com o professor Ernesto Galli della Loggia, realizado no Palácio Colonna, em Roma, no dia 25 de outubro de 2004. O debate foi moderado pelo engenheiro Gaetano Rebecchini, presidente do Centro de Orientação Política, a fundação que organizou o evento.
COLÉGIO DOS CARDEAIS/2 López Trujillo: “A vitória de Bush é um momento muito importante para nós”
“Para nós este momento é muito importante porque o triunfo de Bush está baseado só nos valores morais”. São palavras do cardeal colombiano Alfonso López Trujillo no decorrer da plenária do Pontifício Conselho para a Família (o dicastério que preside desde 1990), realizada no Vaticano de 18 a 20 de novembro. As declarações de López Trujillo foram publicadas no Catholic News Service, a agência de notícias do episcopado dos Estados Unidos, dia 18 de novembro.
COLÉGIO DOS CARDEAIS/3 O falecimento dos cardeais Joos e Aramburu
No dia 2 de novembro faleceu o cardeal belga Gustaaf Joos, 81 anos, velho amigo de Karol Wojtyla, que lhe concedera a púrpura no último Consistório de 21 de outubro de 2003.
Em 18 de novembro faleceu também o cardeal argentino Juan Carlos Aramburu, 92 anos, arcebispo de Buenos Aires de 1975 a 1990, nomeado cardeal por Paulo VI em 1976.
Portanto no final de novembro o Sagrado Colégio é formado por 185 cardeais, dos quais 122 eleitores em um eventual conclave, por terem menos de 80 anos. E no dia 11 de dezembro, o cardeal Giovanni Saldarini, arcebispo de Turim de 1989-1999 completará 80 anos.
CÚRIA/1 O arcebispo Sardi é vice-camerlengo
No dia 23 de outubro o arcebispo Paolo Sardi, núncio apostólico em encargos especiais da Secretaria de Estado, foi nomeado vice-camerlengo da Santa Igreja Romana. Assume o lugar de Ettore Cunial, 99 anos, ex-vice-gerente do Vicariato de Roma. Portanto, Sardi, aos 70 anos, originário da diocese de Acqui, Piemonte, em prática ghost-writer do Papa, será também o vice do cardeal camerlengo, o espanhol Eduardo Martínez Somalo, 77 anos, ex-prefeito da Congregação para os Religiosos. O artigo 171 parágrafo 1 da Constituição Pastoral Pastor Bonus fala da figura do vice-camerlengo: “A Câmara Apostólica, presidida pelo Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana, com a colaboração do Vice-Camerlengo e dos outros Prelados de Câmara, desempenha sobretudo as funções que lhe são atribuídas pela especial lei relativa à Sé Apostólica vacante”.
CÚRIA/2 Novo Prelado auditor na Rota Romana
No dia 24 de novembro dom Abdou Yaacoub, libanês maronita, foi nomeado prelado auditor da Rota Romana. Assume o lugar do espanhol Francisco López-Illana, que completou 75 anos no dia 18 de novembro.
DIPLOMACIA Novos Embaixadores do Iraque e Irã junto à Santa Sé
No dia 29 de outubro Mohammad Javad Faridzade, novo embaixador do Irã junto à Santa Sé, entregou suas cartas credenciais ao Papa. O representante de Teerã tem 51 anos, estudou Direito e Literatura em seu país e Filosofia na Alemanha, e no último triênio foi representante particular do presidente da República para as questões culturais e políticas internacionais. No seu discurso, o Papa disse, entre outras coisas: “A Santa Sé conta com o apoio das Autoridades iranianas para consentir aos fiéis da Igreja Católica presentes no Irã, assim como aos outros cristãos, a liberdade de professar a sua religião e para favorecer o reconhecimento da personalidade jurídica das instituições eclesiásticas...”. Por sua vez, o novo embaixador iraniano disse: “Os pensadores religiosos, baseando-se nos Livros Sagrados, podem não só adquirir uma profunda compreensão dos direitos humanos, mas podem até mesmo explicar suas causas teológicas e teosóficas”. Fato incomum, de ambos discursos, do Papa e do diplomata iraniano, o L’Osservatore Romano (30 de outubro) publicou a tradução em italiano.
No dia 15 de novembro foi a vez do novo embaixador do Iraque. Trata-se de Albert Edward Ismail Yelda, cristão da antiga Igreja Assíria, 45 anos, que se dedicou à consultoria legal e projetos de assistência para os imigrantes iraquianos em Londres de 1987 a 2003. No seu discurso, o Papa disse, entre outras coisas: “Que o seu governo trabalhe incansavelmente para resolver as contendas e os conflitos, através do diálogo e das negociações, e que só lance mão da força militar como último recurso”. No dia 4 de novembro o Papa tinha recebido também o primeiro ministro iraquiano Ayad Allawi.
IRAQUE A fuga dos cristãos
“Seria pelo menos paradoxal que sob o amparo de George W. Bush, o qual não começa um Conselho de Ministros sem uma oração, desaparecesse uma das mais antigas comunidades cristãs do Oriente” Conclusão de um artigo do Le Figaro de Paris (29 de novembro) dedicado à inquietadora fuga dos cristãos do Iraque depois de Saddam.
KOSOVO Mosteiros sempre sob assédio
No dia 13 de outubro, foi apresentado em Roma o documentário Enclave Kosovo, de Elisabetta Valgiusti, iniciativa proposta pela associação “Salva os mosteiros” (site internet www.salvaimonasteri.org). Participaram, entre outros, o cardeal Tomás Spidlík, o embaixador da Sérvia e Montenegro junto à Santa Sé, Darko Tanaskovic, os políticos Gustavo Selva (Alleanza Nazionale, presidente da Comissão do Exterior da Câmara dos Deputados) e Luana Zanella (Verdi-Ulivo) e a professora Marie-Paule Roudil, francesa, diretora do Departamento da Unesco de Veneza responsável pelos Bálcãs. Estavam também presentes os padres Sava e Xenofon do mosteiro ortodoxo de Decani, e monsenhor Miguel Maury Buendía, encarregado, há pouco tempo, pelos assuntos dos Bálcãs na Secretaria de Estado. O documentário em questão é um afresco impressionante da sistemática destruição dos mosteiros ortodoxos presentes na província da ex-Iugoslávia atualmente administrada pela ONU. Apenas em março deste ano, 35 entre mosteiros e conventos foram devastados pelos extremistas albaneses.
ITÁLIA Francesco Marino nomeado bispo de Avellino
No dia 13 de novembro dom Francesco Marino, 49 anos, do clero de Aversa, foi nomeado bispo de Avellino. Nascido na província de Caserta, sacerdote desde 1979, tinha o cargo de pároco, de vicário forâneo e de assistente diocesano da Ação Católica.
POLÍTICA/1 Fausto Bertinotti e São Francisco
“Quando a Igreja está em crise precisa-se de São Francisco. É preciso uma revolução doce e não violenta, mas de qualquer modo radical, que reproponha com força o tema dos pobres e da igualdade”. Palavras de Fausto Bertinotti, líder da Rifondazione Comunista, em uma entrevista sobre a identidade da esquerda publicada no jornal La Repubblica de 9 de novembro.
POLÍTICA/2 Batismo na sede do governo regional
No dia 16 de novembro na capela da sede do governo da Região Lácio, celebrou-se um singular batismo. Um recém-nascido foi batizado graças ao interesse da associação “Salva mães”, um organismo dedicado ao parto, anônimo, de mães em dificuldade que não podem, ou não querem, prosseguir a gravidez. A criança foi batizada pelo cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos, o padrinho foi excepcionalmente o presidente da Região do Lácio, Francesco Storace. A crônica da celebração foi publicada no La Repubblica do dia seguinte com o título: Batismo na sede regional. Storace como papalino.
POLÍTICA/3 Marco Pannella, a solidariedade e a necrofilia
O imaginativo político Marco Pannella, em um debate com o jornalista Giuliano Ferrara, negou que Rocco Buttiglione, cuja candidatura à Comissário Europeu foi reprovada, tenha sido vítima de um preconceito “anticatólico”. Depois Marco Pannella perguntou aos leigos: “Como vocês puderam assinar”, em solidariedade “sobre o sangue derramado por Buttiglione? A necrofilia é uma característica fascista”. As palavras do líder radical foram publicadas no jornal comunista Unità de 9 de novembro.
LIVROS/1 Enzo Bianchi: “Na Igreja, mais militantes que discípulos”
Este é o título de uma recensão publicada no La Stampa de 6 de novembro, no suplemento Tuttolibri, de Enzo Bianchi. No livro Chiesa madre, chiesa matrigna de Alberto Melloni (Ed. Einaudi), Enzo Bianchi louva particularmente a parte dedicada ao perdão. E escreve: “Então o problema central a ser resolvido é o de uma Igreja que, depois de ter surpreso a todos pela sua capacidade de pedir perdão pelos erros cometidos no decorrer dos séculos por ‘alguns de seus filhos’, mesmo eminentíssimos, tem dificuldade cada vez maior de perdoar, de anunciar a boa notícia da misericórdia de Deus aos homens e às mulheres do nosso tempo. Acontece com freqüência que os crentes, e não apenas eles, sejam abandonados às suas fraquezas e angústias diante de imperativos categóricos [...]. E aqui o autor, denunciando os limites da atual pastoral, talvez mais preocupada em criar militantes do que em formar discípulos, constata como ‘a experiência da Igreja como mãe ativa – a Igreja que nos acompanha nas estações da vida e nos leva à vida interior – é cada vez mais rara’”.
LIVROS/2 Quando o diabo conquista São Pedro
Este é o título de uma longa recensão publicada no Corriere della Sera de 25 de novembro, sobre o romance Anjos e Demônios, a última obra de Dan Brown, um thriller simbólico-religioso que se realiza em Roma, durante o conclave. Brown é o autor do best-seller O Código da Vinci.
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