No início de 2005, o
diretor e a redação da revista internacional 30Dias na Igreja e no mundo
decidiram oferecer um pequeno presente às monjas de clausura
italianas: uma assinatura gratuita da revista. A partir daquele momento -
já se passaram vários meses -, chegaram muitas cartas
à nossa redação. Cartas belíssimas, cheias de
gratidão por nosso pequeno gesto. E não foi só isso:
recebemos fotos, orações, sugestões. Não
faltaram, ainda que gentis, algumas críticas. Na carta que o senador
Giulio Andreotti enviou aos mosteiros para explicar os motivos da
iniciativa, o diretor pedia também às religiosas
colaborações que pudessem ajudar a conhecer melhor a
realidade da clausura: assim, 30Dias teve a oportunidade de publicar duas amplas reportagens
sobre as agostinianas de Lecceto, em Sena, e sobre as carmelitas do
mosteiro de Crotone, na Calábria (na ed. italiana). Ambas escritas
pelas próprias monjas. Em resumo, estabeleceu-se um inesperado canal
de comunicação entre nós e os mosteiros: janelas
abertas para uma realidade fascinante, cheia de humanidade e
inteligência sobre as coisas da Igreja e do mundo. Em agosto, durante
a temporada de férias do continente europeu, decidimos
“ampliar nossos horizontes”: tomamos a liberdade de oferecer
assinaturas gratuitas de 30Dias também às enclausuradas alemãs e
austríacas. E, mais uma vez, o fenômeno está se
repetindo: nossas queridas irmãs do outro lado dos Alpes
estão respondendo. Decidimos publicar, também nas
edições estrangeiras de 30Dias, as cartas, que, para nós, pareceram
particularmente belas, as que mais nos confortaram e comoveram.