Breves
30 DIAS NO MUNDO
Em memória de padre Luigi Giussani
A carta do Papa e as missas dos cardeais Ruini
e Tettamanzi
Por ocasião do primeiro aniversário da morte de padre Luigi Giussani o Santo Padre enviou uma belíssima carta ao padre Julián Carrón, sucessor na guia de Comunhão e Libertação, como testemunho de seu afeto pelo bondoso sacerdote milanês. Além disso, nas dioceses de Roma e de Milão, e outras mais, foram celebradas missas de sufrágio em sua memória. Em Roma, a Santa Missa foi celebrada pelo vigário do Papa, cardeal Camillo Ruini, na Basílica de Santa Maria Maior, numa atmosfera de amizade. A homilia do purpurado foi assim resumida pelo Osservatore Romano de 24 de fevereiro: “‘A inteligência com que interpelava cada interlocutor’, a ‘sua capacidade de reexprimir os dogmas da fé para aproximá-los à existência das pessoas’, já fazem parte do ‘patrimônio da Igreja e da humanidade’ [...], uma herança que constitui ‘um fermento que certamente não exauriu sua força, mas dará, neste tempo depois da sua morte, frutos sempre novos’”. Também na Catedral de Milão, o cardeal Dionigi Tettamanzi, em uma atmosfera cordial, concluiu assim sua homilia: “... Convido a todos para que agradeçam ao Senhor pelo dom proporcionado à sua Igreja na pessoa e na obra desse presbítero milanês, padre Luigi, pelo dom – retomando as palavras de Bento XVI – de ‘tão zeloso sacerdote, apaixonado pelo homem, porque apaixonado por Cristo’. Queremos agradecer ao Santo Padre pela amizade para com monsenhor Luigi Giussani, pela participação pessoal na missa fúnebre nesta Catedral e pela carta que nos foi doada neste primeiro aniversário da morte”.
Iraque
O assassinato de Calipari, a tragédia grega e o cristianismo
“O evento no qual Nicola Calipari sacrificou sua vida pode ser quase comparado a uma tragédia grega, quando o fato impede ao herói de colher os frutos do seu valor”. São palavras do Ministro da Defesa Antonio Martino, em uma cerimônia em memória do funcionário do Sismi (Serviço Secreto italiano) assassinado em Bagdá no ano passado. A resposta do subsecretário da Presidência do Conselho dos Ministros , Gianni Letta, foi seca: “A teoria do fato é assunto passado, faz parte da tragédia grega superada pelo cristianismo. Agora é preciso agir para conhecer a verdade”. Discussão publicada no La Repubblica de 4 de março.
Terrorismo/1
Kadafi, os Irmãos Muçulmanos e o Movimento Expiação e Libertação
O fundamentalismo visto com os olhos de um novelista excepcional: o líder líbio Muamar Kadafi. No jornal La Stampa de 21 de fevereiro, depois dos choques acontecidos em Bengasi (11 vítimas), foram propostos trechos de antigas novelas, agora também publicadas na Itália. O incipit do artigo apresentava-se assim: “Houve um tempo em que o coronel Kadafi zombava do fundamentalismo religioso, cuja sombra, agora se estende ameaçadora sobre as desordens de Bengasi. E vangloriava-se irônico, como quem tem certeza de ser o mais forte: ‘Vamos lá, apressem-se, façam seus filhos estudarem nos livros dos Irmãos Muçulmanos e do Movimento de Expiação e Libertação. Imprimam-no e depois refugiem-se nas mesquitas e em suas casas para estudá-los, até o dia da ressurreição final’”.
Terrorismo/2
Oriana Fallaci e as charges blasfêmias
“Há pessoas que não encontram a paz se não há guerra”. Este é o comentário de Mohamed Nour Dachan, presidente da União das Comunidades Islâmicas na Itália, ao anúncio da escritora Oriana Fallaci de que irá preparar uma charge blasfêmia que represente o profeta Maomé. A declaração de Nour Dachan foi publicada no La Stampa de 24 de fevereiro.
Terrorismo/3
Os Estados Unidos e os lucros de 11 de setembro
“Apesar do terrorismo a vida segue normalmente. Na realidade, o que mudou é a possibilidade dos governos de ‘utilizar’ esses atentados para colocar em ato políticas impensáveis sem o clima terrorista. Por exemplo, os Estados Unidos, depois das Torres Gêmeas tiveram um incremento econômico de 800-900 bilhões de dólares ao ano, um crescimento enorme do Produto Interno Bruto americano. Mesmo o choque de civilizações é um fenômeno considerado marginal, não assimilável às guerras entre países, nos quais há uma gigantesca mobilização e desperdício de recursos, como aconteceu nas grandes guerras mundiais”. Palavras do general Carlo Jean, presidente da Sogin (Sociedade de Administração de Instalações Nucleares) e ex-conselheiro militar do Palácio da Presidência da República Italiana em uma entrevista concedida a Guido Ceronetti para o La Stampa de 27 de fevereiro.
Sacro Colégio/1
Exercícios espirituais pregados pelo cardeal Marco Cé
De 5 a 11 de março, no Vaticano, realizaram-se os exercícios espirituais com a presença do Papa. Nesse ano, para pregar os exercícios foi chamado o cardeal Marco Cé, patriarca emérito de Veneza, que realizou suas meditações sobre o tema “Caminhado com Jesus para a Páscoa, guiados pelo evangelista Marcos”.
Sacro Colégio/2
Prestigioso
reconhecimento ao cardeal Obando Bravo
O cardeal nicaragüense Miguel Obando Bravo, arcebispo de Manágua de 1970 a 2005, recebeu a Grande Cruz da ordem “Francisco Morazán” máxima condecoração do Parlamento Centro-americano. O prestigioso reconhecimento foi atribuído pela dedicação total do cardeal pela paz e reconciliação na Nicarágua e em toda a América Central.
Sacro Colégio/3
O cardeal Ruini confirmado presidente da CEI
No dia 14 de fevereiro a Sala de Imprensa da Santa Sé comunicou a notícia de que o Papa confirmou como presidente da Conferência Episcopal Italiana, donec aliter provideatur, o cardeal Camillo Ruini, seu vigário geral para a diocese de Roma.
Itália
Novo auxiliar de Reggio Emilia-Guastalla
No dia 17 de fevereiro, Dom Lorenzo Ghizzoni, 51 anos, foi nomeado bispo auxiliar de Reggio Emilia-Guastalla. Ghizzoni, natural da região, sacerdote desde 1979, era o reitor do Seminário diocesano e vice-diretor do Centro Nacional de Vocações.
Diplomacia/1
Novos núncios no Egito e nas Filipinas
No dia 15 de fevereiro, o arcebispo inglês Michael Louis Fitzgerald, 69 anos, dos Padres Brancos, foi nomeado núncio apostólico no Egito e delegado junto à Organização da Liga dos Estados Árabes. Fitzgerald era presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso desde outubro de 2002 e antes, secretário deste dicastério desde dezembro de 1991.
Em 25 de fevereiro o arcebispo Fernando Filoni, desde 2001 núncio apostólico na Jordânia e no Iraque, foi nomeado representante pontifício nas Filipinas. Filoni, italiano, 60 anos, entrou para o Serviço diplomático da Santa Sé em 1981 e prestou serviços em Sri Lanka, no Irã, na Secretaria de Estado, no Brasil e enfim desde 2001, nas Filipinas (na realidade Filoni, nominalmente dependente da sede de Manila, estava em Hong Kong em uma missão de estudos, desde 1989 com visto das autoridades civis competentes, com a tarefa de seguir de perto a vida da Igreja em Hong Kong e na China continental).
Diplomacia/2
Novo Embaixador do Marrocos junto à Santa Sé
No dia 20 de fevereiro o Papa recebeu as cartas credenciais do novo Embaixador do Marrocos junto à Santa Sé. Trata-se de Ali Achour, 57 anos, diplomata de carreira, ex-embaixador na Venezuela, na Noruega e, desde 2003, no Brasil.
A carta do Papa e as missas dos cardeais Ruini
e Tettamanzi
Por ocasião do primeiro aniversário da morte de padre Luigi Giussani o Santo Padre enviou uma belíssima carta ao padre Julián Carrón, sucessor na guia de Comunhão e Libertação, como testemunho de seu afeto pelo bondoso sacerdote milanês. Além disso, nas dioceses de Roma e de Milão, e outras mais, foram celebradas missas de sufrágio em sua memória. Em Roma, a Santa Missa foi celebrada pelo vigário do Papa, cardeal Camillo Ruini, na Basílica de Santa Maria Maior, numa atmosfera de amizade. A homilia do purpurado foi assim resumida pelo Osservatore Romano de 24 de fevereiro: “‘A inteligência com que interpelava cada interlocutor’, a ‘sua capacidade de reexprimir os dogmas da fé para aproximá-los à existência das pessoas’, já fazem parte do ‘patrimônio da Igreja e da humanidade’ [...], uma herança que constitui ‘um fermento que certamente não exauriu sua força, mas dará, neste tempo depois da sua morte, frutos sempre novos’”. Também na Catedral de Milão, o cardeal Dionigi Tettamanzi, em uma atmosfera cordial, concluiu assim sua homilia: “... Convido a todos para que agradeçam ao Senhor pelo dom proporcionado à sua Igreja na pessoa e na obra desse presbítero milanês, padre Luigi, pelo dom – retomando as palavras de Bento XVI – de ‘tão zeloso sacerdote, apaixonado pelo homem, porque apaixonado por Cristo’. Queremos agradecer ao Santo Padre pela amizade para com monsenhor Luigi Giussani, pela participação pessoal na missa fúnebre nesta Catedral e pela carta que nos foi doada neste primeiro aniversário da morte”.
Iraque
O assassinato de Calipari, a tragédia grega e o cristianismo
“O evento no qual Nicola Calipari sacrificou sua vida pode ser quase comparado a uma tragédia grega, quando o fato impede ao herói de colher os frutos do seu valor”. São palavras do Ministro da Defesa Antonio Martino, em uma cerimônia em memória do funcionário do Sismi (Serviço Secreto italiano) assassinado em Bagdá no ano passado. A resposta do subsecretário da Presidência do Conselho dos Ministros , Gianni Letta, foi seca: “A teoria do fato é assunto passado, faz parte da tragédia grega superada pelo cristianismo. Agora é preciso agir para conhecer a verdade”. Discussão publicada no La Repubblica de 4 de março.
Terrorismo/1
Kadafi, os Irmãos Muçulmanos e o Movimento Expiação e Libertação
O fundamentalismo visto com os olhos de um novelista excepcional: o líder líbio Muamar Kadafi. No jornal La Stampa de 21 de fevereiro, depois dos choques acontecidos em Bengasi (11 vítimas), foram propostos trechos de antigas novelas, agora também publicadas na Itália. O incipit do artigo apresentava-se assim: “Houve um tempo em que o coronel Kadafi zombava do fundamentalismo religioso, cuja sombra, agora se estende ameaçadora sobre as desordens de Bengasi. E vangloriava-se irônico, como quem tem certeza de ser o mais forte: ‘Vamos lá, apressem-se, façam seus filhos estudarem nos livros dos Irmãos Muçulmanos e do Movimento de Expiação e Libertação. Imprimam-no e depois refugiem-se nas mesquitas e em suas casas para estudá-los, até o dia da ressurreição final’”.
Terrorismo/2
Oriana Fallaci e as charges blasfêmias
“Há pessoas que não encontram a paz se não há guerra”. Este é o comentário de Mohamed Nour Dachan, presidente da União das Comunidades Islâmicas na Itália, ao anúncio da escritora Oriana Fallaci de que irá preparar uma charge blasfêmia que represente o profeta Maomé. A declaração de Nour Dachan foi publicada no La Stampa de 24 de fevereiro.
Terrorismo/3
Os Estados Unidos e os lucros de 11 de setembro
“Apesar do terrorismo a vida segue normalmente. Na realidade, o que mudou é a possibilidade dos governos de ‘utilizar’ esses atentados para colocar em ato políticas impensáveis sem o clima terrorista. Por exemplo, os Estados Unidos, depois das Torres Gêmeas tiveram um incremento econômico de 800-900 bilhões de dólares ao ano, um crescimento enorme do Produto Interno Bruto americano. Mesmo o choque de civilizações é um fenômeno considerado marginal, não assimilável às guerras entre países, nos quais há uma gigantesca mobilização e desperdício de recursos, como aconteceu nas grandes guerras mundiais”. Palavras do general Carlo Jean, presidente da Sogin (Sociedade de Administração de Instalações Nucleares) e ex-conselheiro militar do Palácio da Presidência da República Italiana em uma entrevista concedida a Guido Ceronetti para o La Stampa de 27 de fevereiro.
Sacro Colégio/1
Exercícios espirituais pregados pelo cardeal Marco Cé
De 5 a 11 de março, no Vaticano, realizaram-se os exercícios espirituais com a presença do Papa. Nesse ano, para pregar os exercícios foi chamado o cardeal Marco Cé, patriarca emérito de Veneza, que realizou suas meditações sobre o tema “Caminhado com Jesus para a Páscoa, guiados pelo evangelista Marcos”.
Sacro Colégio/2
Prestigioso
reconhecimento ao cardeal Obando Bravo
O cardeal nicaragüense Miguel Obando Bravo, arcebispo de Manágua de 1970 a 2005, recebeu a Grande Cruz da ordem “Francisco Morazán” máxima condecoração do Parlamento Centro-americano. O prestigioso reconhecimento foi atribuído pela dedicação total do cardeal pela paz e reconciliação na Nicarágua e em toda a América Central.
Sacro Colégio/3
O cardeal Ruini confirmado presidente da CEI
No dia 14 de fevereiro a Sala de Imprensa da Santa Sé comunicou a notícia de que o Papa confirmou como presidente da Conferência Episcopal Italiana, donec aliter provideatur, o cardeal Camillo Ruini, seu vigário geral para a diocese de Roma.
Itália
Novo auxiliar de Reggio Emilia-Guastalla
No dia 17 de fevereiro, Dom Lorenzo Ghizzoni, 51 anos, foi nomeado bispo auxiliar de Reggio Emilia-Guastalla. Ghizzoni, natural da região, sacerdote desde 1979, era o reitor do Seminário diocesano e vice-diretor do Centro Nacional de Vocações.
Diplomacia/1
Novos núncios no Egito e nas Filipinas
No dia 15 de fevereiro, o arcebispo inglês Michael Louis Fitzgerald, 69 anos, dos Padres Brancos, foi nomeado núncio apostólico no Egito e delegado junto à Organização da Liga dos Estados Árabes. Fitzgerald era presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso desde outubro de 2002 e antes, secretário deste dicastério desde dezembro de 1991.
Em 25 de fevereiro o arcebispo Fernando Filoni, desde 2001 núncio apostólico na Jordânia e no Iraque, foi nomeado representante pontifício nas Filipinas. Filoni, italiano, 60 anos, entrou para o Serviço diplomático da Santa Sé em 1981 e prestou serviços em Sri Lanka, no Irã, na Secretaria de Estado, no Brasil e enfim desde 2001, nas Filipinas (na realidade Filoni, nominalmente dependente da sede de Manila, estava em Hong Kong em uma missão de estudos, desde 1989 com visto das autoridades civis competentes, com a tarefa de seguir de perto a vida da Igreja em Hong Kong e na China continental).
Diplomacia/2
Novo Embaixador do Marrocos junto à Santa Sé
No dia 20 de fevereiro o Papa recebeu as cartas credenciais do novo Embaixador do Marrocos junto à Santa Sé. Trata-se de Ali Achour, 57 anos, diplomata de carreira, ex-embaixador na Venezuela, na Noruega e, desde 2003, no Brasil.