Correio do Diretor
CARTAS DOS MOSTEIROS

O mosteiro de Valleyfield, em Québec
Beauharnois, Québec, Canadá
Deus lhe conceda alegria e paz e o encha da Sua graça
Beauharnois, 29 de novembro de 2006
Senhor Giulio Andreotti, diretor de 30Giorni,
ficamos agradavelmente surpresas aos receber uma assinatura gratuita de sua bela revista 30Jours dans l’Église et dans le monde. Ficamos impressionadas, de um lado, por sua generosidade, e, de outro, pela qualidade de sua revista.
O senhor tem grande estima pelo valor da vocação monástica e pela eficácia de seu papel social. Nós admiramos isso.
O conjunto dos artigos é muito interessante. A maneira como a atualidade (ou também a história) nos é mostrada, em particular por aqueles que a vivem, nos oferece um aspecto mais humano a partir do qual olhar para ela. Os temas tratados acrescentam outros motivos à nossa oração e estimulam, assim, a nossa missão.
Naturalmente, apreciamos de maneira particular os artigos espirituais: penso neste momento no maravilhoso artigo de padre Giacomo Tantardini do congresso sobre a atualidade de Santo Agostinho que começa com esta frase de tão amplo alcance: “Era de fato mais importante ensinar a seus amigos a humildade que desafiar os inimigos com a verdade” (Santo Agostinho, Sermo 284) [cf. Colloques sur l’actualité de saint Augustin, in 30Jours, nº 6/7, 2006, pp. 50-63]. É um artigo que alimenta amplamente a nossa vida cristã e contemplativa. Nos momentos tão difíceis que o mundo atravessa hoje, dilacerado em toda parte por tantas guerras e violências, por fome e sede de justiça e de verdade, esse artigo oferece um caminho um pouco esquecido, o da humildade de Cristo, vencedor do ódio. Agradeço ao padre Giacomo Tantardini.
Senhor diretor, o senhor nos pede que o ajudemos com a oração. Nós o faremos com uma alegria toda especial, pelo senhor, por toda a equipe da revista e por seus diversos colaboradores, como também por todos os seus leitores.
Quanto à segunda solicitação, de colaborar para que se conheça melhor a realidade dos mosteiros de clausura, estamos ainda refletindo sobre a maneira como poderemos responder.
Deus lhe conceda alegria e paz e o encha de sua graça e de seu apoio em todas as suas obras. Acaso não disse: “Quem vos der a beber um copo d’água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa” (Mc 9,41)?
Queira acolher nossa gratidão por uma iniciativa tão bela, que nos une também às irmãs dos diversos mosteiros que já se beneficiaram de sua generosidade, e aos missionários espalhados pelo mundo inteiro. Uma outra maneira de fazer Igreja.
Irmã Edith,
pelas irmãs clarissas de Valleyfield
DOMINICANAS DO MOSTEIRo “VENERÁVEL CATALINA DE JESÚS HERRERA”
Durán, Guayas, Equador
Nós lhe oferecemos com alegria a nossa oração
Durán, 15 de novembro de 2006
Estimado senhor Giulio Andreotti,
receba um fraternal abraço e nosso profundo agradecimento ao senhor e a todos aqueles que tornam possível que a revista 30Días se estenda a toda a Igreja e ao mundo.
Acompanhamos com interesse as informações e ensinamentos que os artigos da revista nos oferecem. Nós lemos uma parte deles no refeitório, e a outra as irmãs lêem individualmente. Impressionou-nos muito a dura realidade que nossos irmãos do Líbano experimentam!
Muito obrigada pela partilha da fé de vocês, com os quais nos sentimos próximas e unidas. A contribuição que sua revista nos oferece permite que sua visão do mundo se alargue e que nossa fé em Cristo e em sua Igreja se afirme.
Nós lhe oferecemos com alegria nossa oração por todos os seus propósitos.
Nossos afetuosos cumprimentos, em Cristo e Maria,
as irmãs dominicanas
CARMELITAS DO MOSTEIRO DO SAGRADO CORAÇÃO DE MOUNDASSO
Dédougou, Burkina Fasso
Um grande e sincero obrigado
Moundasso, 23 de outubro de 2006
Senhor diretor,
nosso silêncio não é um esquecimento, absolutamente. Hoje venho expressar nosso sincero agradecimento pela revista 30Jours dans l’Église et dans le monde.
O Senhor o recompense e lhe dê o cêntuplo, como também aos benfeitores que nos oferecem a assinatura que recebemos regularmente com grande alegria.
Todos os artigos, tão bem escritos, sobre o nosso papa Bento XVI são de grande riqueza. A leitura é deles é feita por uma de nossas irmãs durante as refeições. E a entrevista com o novo secretário de Estado vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, foi ouvida muito atentamente por cada uma de nós. Nós o trazemos na nossa oração de intercessão, tal como carregamos também todas as alegrias e os sofrimentos da Igreja e do mundo.
Obrigada pela estima e interesse que manifestou por nossa comunidade de irmãs carmelitas na África, precisamente no Burkina Fasso.
Ainda temos um pedido a fazer. Temos uma pequena tipografia. O senhor nos permite reproduzir seu belo livrinho Qui prie sauve son âme [edição em francês de Quem reza se salva] para os muitos cristãos que nos cercam, muito pobres e sem meios materiais? Nós o ofereceremos a eles a um preço muito reduzido. Esperamos sua resposta, obrigada.
Mais uma vez, um grande e sincero obrigado. Nós estamos muito próximas de vocês em pensamento, e nossas orações os acompanham.
Muito fraternalmente,
irmã Marga de la Croix, O.C.D.
De bom grado consentimos às irmãs carmelitas do Sagrado Coração de Moundasso que imprimam Qui prie sauve son âme em sua pequena tipografia.
A redação de 30Giorni
CLARISSAS DO MOSTEIRO DE BRNO
Brno, República Tcheca
Temos confiança em que o Senhor fará frutificar esta forma simples de abandono a Ele
Brno, 6 de setembro de 2006
Pax et bonum!
Prezado senhor Andreotti,
nós lhe agradecemos muito pelo envio de sua revista 30Tage in Kirche und Welt. Ficaremos contentes por continuar a recebê-la. Nas duas edições que nos foram enviadas (6 e 7/8 de 2006), nos agradaram de maneira particular os artigos sobre o professor Joseph Ratzinger e o professor Hans Küng em seus anos em Tübingen, e sobre a inesperada morte do metropolita Nikodim durante a audiência com o papa João Paulo I. Ambos os artigos eram ricos em informações e muito interessantes. Mas lemos com grande proveito também todos os outros. Obrigada!
O senhor nos pede uma colaboração sob a forma não apenas de orações, mas também de reflexões sobre a atualidade. Compreendo suas expectativas, e todavia é difícil para mim imaginar que a nossa vida, vivida no silêncio e no retiro, nos dê uma visão melhor do que a visão daqueles que se encontram no meio dos acontecimentos cotidianos e que dispõem de informações mais detalhadas, úteis para melhor compreendê-los. É preferível que cada um de nós continue a fazer seu trabalho, e exercer sua vocação: o político e o jornalista combatem com a palavra e nós estamos de bom grado a seu lado com a oração, “cobrindo as suas costas” dessa forma nas batalhas que enfrentam. Não somos capazes de aconselhá-los nessas batalhas, mas os encorajamos a estarem prontos a acolher tudo o que o Espírito Santo lhes inspirar e a sustentá-las com coragem. Os religiosos contemplativos não são certamente mais capazes do que os outros de avaliar os acontecimentos da nossa época.
Em sua carta de acompanhamento de julho passado, o senhor exprime o desejo de conhecer melhor a realidade da clausura em suas diversas origens. Nós somos clarissas e seguimos o carisma franciscano, que desejamos viver aqui, na República Tcheca, cercadas pelo ateísmo. Estamos sempre “em casa”, rezando comunitária e individualmente, meditando e dirigindo nosso olhar para Deus. É uma vida simples, razoável e bela. E temos confiança em que o Senhor fará frutificar esta forma simples de abandono a Ele, pela Igreja e pelo mundo.
Ofereço-lhe cordiais cumprimentos e os melhores votos para seu trabalho, também em nome de todas as nossas onze irmãs que vivem aqui, num mosteiro novo e numa comunidade jovem.
Irmã Maria Thoma Wüpping, O.S.C.
abadessa
CARMELITAS DO MOSTEIRO DE NOBILI ANNEXE
Pune, Índia
Damos graças e louvores a Deus pelo dom deste Papa manso e humilde
Pune, 13 de setembro de 2006
A paz e a alegria de Jesus e Maria!
Prezado senador Giulio Andreotti,
foi uma grande surpresa receber sua maravilhosa revista 30Days. A primeira edição me permitiu lançar um olhar para o nosso amado papa João Paulo I, que me era particularmente querido desde o momento em que seu antigo coroinha foi meu confessor na Índia (fundou a O.S.M. em Tamil Nadu) e o ouvi contar muitíssimas histórias deliciosas da belíssima vida do Papa!
Um milhão de obrigados, gentil senhor, por nos ter enviado esta revista. Nós não teríamos tido os meios para assinar e por isso lhe dirigimos um grande “obrigado”. Nós lhe asseguramos nossas orações. Também nós queremos morrer como filhas da Igreja, como fez nossa santa Mãe Teresa!
Sua seriedade é evidente nesta revista, que mostra como nossos bons e santos papas, como o papa Pio XII e outros, sofreram pela Igreja. Foram mal-entendidos, criticados, e hoje temos outro santo Papa, Bento XVI. Damos graças e louvores a Deus pelo dom deste Papa manso e humilde.
Nós lhe agradecemos mais uma vez por seu grande dom. Possa esta revista abrir os olhos de muitos, para lhes dar a conhecer a verdade da e na Igreja e aumentar seu amor por ela.
A Virgem Maria abençoe o senhor e o guarde sob seu manto. Ela obterá para o senhor muitas e preciosas graças do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Tenha-nos em suas orações.
Sinceramente sua, em Jesus e Maria,
irmã Agnes de Maria, O.C.D.
CARMELITAS DO MOSTEIRO DE SANT’ANA
Carpineto Romano, Roma
Cordiais e fraternos obséquios e orações
Carpineto Romano, 11 de novembro de 2006
À redação de 30Giorni,
as carmelitas do mosteiro de Sant’Ana, leitoras assíduas de 30Giorni por ser uma revista interessante e de cultura, ao mesmo tempo em que agradecem a gratuidade usada para com elas, pedem ao diretor, se o considerar oportuno, que publique o material que lhe enviamos. Antecipadamente, obrigada! Com cordiais e fraternos obséquios... e orações.
As monjas carmelitas
em Carpineto Romano
Leitura espiritual /3
Publicamos o trecho do
Credo do Povo de Deus que apresenta fielmente toda a doutrina da fé sobre o
pecado original.
A exposição da doutrina é tão clara e simples que não precisa de nenhum comentário, mas da graça da fé, que é, como escreve o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos, “obediência de coração ao ensinamento que vos foi transmitido” (Rm 6, 17).
Desejamos simplesmente sugerir a imagem que padre Luigi Giussani sempre utilizou para explicar as conseqüências da ferida do pecado original sobre a natureza humana e sobre suas dinâmicas naturais. Mesmo sabendo como existe uma clara distinção entre a doutrina da fé e uma das possíveis imagens que tentam explicá-la, as palavras de padre Giussani nos parecem atuais também para os debates culturais destes tempos.
“A inclinação natural, embora represente para os homens de todos os tempos uma trama de indicações ideais, é sufocada na existência concreta por uma grande fragilidade. Mesmo que o homem tenha por natureza a sua força, ele é existencialmente ferido, ambíguo, equívoco. É como se tivesse vertigens, como se lhe tremessem as mãos. Se nós traçássemos uma linha no chão e desafiássemos os presentes a caminhar sobre ela, colocando um pé depois do outro, ninguém teria dificuldade. Mas se nós pudéssemos pegar a mesma linha e estendê-la a cem metros do solo, a situação mudaria radicalmente. A linha seria a mesma, os gestos necessários seriam os mesmos, mas em condições muito diversas, a ponto de tornar impossível para a maioria a realização da mesma operação. O homem é estruturalmente capaz de certas coisas, das quais se torna histórica e existencialmente incapaz” (L. Giussani, O senso de Deus e o homem moderno, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1997, pp. 106-107).
do Credo do Povo de Deus do papa Paulo VI
É a natureza humana despojada da graça que antes a adornava, ferida em suas próprias forças naturais, que é transmitida a todos os homens
Cremos que todos pecaram em Adão; isto significa que a culpa original, cometida por ele, fez com que a natureza, comum a todos os homens, caísse num estado no qual padece as conseqüências dessa culpa. Tal estado já não é aquele em que no princípio se encontrava a natureza humana em nossos primeiros pais, uma vez que se achavam constituídos em santidade e justiça, e o homem estava isento do mal e da morte. Portanto, é esta natureza assim decaída, despojada do dom da graça que antes a adornava, ferida em suas próprias forças naturais e submetidas ao domínio da morte, é esta que é transmitida a todos os homens. Exatamente neste sentido, todo homem nasce em pecado. Professamos pois, segundo o Concílio de Trento, que o pecado original é transmitido juntamente com a natureza humana, pela propagação e não por imitação, e se acha em cada um como próprio (cf. Denzinger 1513).
Cremos que Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo Sacrifício da Cruz, nos remiu do pecado original e de todos os pecados pessoais, cometidos por cada um de nós; de sorte que se impõe como verdadeira a sentença do Apóstolo: “Onde abundou o delito, superabundou a graça” (cf. Rm 5, 20).
Cremos professando num só Batismo, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para a remissão dos pecados. O Batismo deve ser administrado também às crianças que não tenham podido cometer por si mesmas pecado algum; de modo que, tendo nascido com a privação da graça sobrenatural, renasçam da água e do Espírito Santo para a vida divina em Jesus Cristo (cf. Denzinger 1514).
A exposição da doutrina é tão clara e simples que não precisa de nenhum comentário, mas da graça da fé, que é, como escreve o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos, “obediência de coração ao ensinamento que vos foi transmitido” (Rm 6, 17).
Desejamos simplesmente sugerir a imagem que padre Luigi Giussani sempre utilizou para explicar as conseqüências da ferida do pecado original sobre a natureza humana e sobre suas dinâmicas naturais. Mesmo sabendo como existe uma clara distinção entre a doutrina da fé e uma das possíveis imagens que tentam explicá-la, as palavras de padre Giussani nos parecem atuais também para os debates culturais destes tempos.
“A inclinação natural, embora represente para os homens de todos os tempos uma trama de indicações ideais, é sufocada na existência concreta por uma grande fragilidade. Mesmo que o homem tenha por natureza a sua força, ele é existencialmente ferido, ambíguo, equívoco. É como se tivesse vertigens, como se lhe tremessem as mãos. Se nós traçássemos uma linha no chão e desafiássemos os presentes a caminhar sobre ela, colocando um pé depois do outro, ninguém teria dificuldade. Mas se nós pudéssemos pegar a mesma linha e estendê-la a cem metros do solo, a situação mudaria radicalmente. A linha seria a mesma, os gestos necessários seriam os mesmos, mas em condições muito diversas, a ponto de tornar impossível para a maioria a realização da mesma operação. O homem é estruturalmente capaz de certas coisas, das quais se torna histórica e existencialmente incapaz” (L. Giussani, O senso de Deus e o homem moderno, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1997, pp. 106-107).
do Credo do Povo de Deus do papa Paulo VI
É a natureza humana despojada da graça que antes a adornava, ferida em suas próprias forças naturais, que é transmitida a todos os homens
Cremos que todos pecaram em Adão; isto significa que a culpa original, cometida por ele, fez com que a natureza, comum a todos os homens, caísse num estado no qual padece as conseqüências dessa culpa. Tal estado já não é aquele em que no princípio se encontrava a natureza humana em nossos primeiros pais, uma vez que se achavam constituídos em santidade e justiça, e o homem estava isento do mal e da morte. Portanto, é esta natureza assim decaída, despojada do dom da graça que antes a adornava, ferida em suas próprias forças naturais e submetidas ao domínio da morte, é esta que é transmitida a todos os homens. Exatamente neste sentido, todo homem nasce em pecado. Professamos pois, segundo o Concílio de Trento, que o pecado original é transmitido juntamente com a natureza humana, pela propagação e não por imitação, e se acha em cada um como próprio (cf. Denzinger 1513).
Cremos que Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo Sacrifício da Cruz, nos remiu do pecado original e de todos os pecados pessoais, cometidos por cada um de nós; de sorte que se impõe como verdadeira a sentença do Apóstolo: “Onde abundou o delito, superabundou a graça” (cf. Rm 5, 20).
Cremos professando num só Batismo, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para a remissão dos pecados. O Batismo deve ser administrado também às crianças que não tenham podido cometer por si mesmas pecado algum; de modo que, tendo nascido com a privação da graça sobrenatural, renasçam da água e do Espírito Santo para a vida divina em Jesus Cristo (cf. Denzinger 1514).
CARTAS DAS MISSÕES

O arcebispo de Hà Nôi, Joseph Ngô Quang Kiêt
Hà Nôi, Vietnã
Por intermédio de 30Giorni conheço a situação do mundo e da Igreja
Hà Nôi, 20 de julho de 2006
Senhor diretor,
sou Joseph Ngô Quang Kiêt, arcebispo da arquidiocese de Hà Nôi, administrador apostólico da diocese de Lang Són e Cao Bang, no Vietnã. Em primeiro lugar, agradeço por ter enviado a revista 30Jours dans l’Église et dans le monde a minha diocese de Lang Són e Cao Bang. Trata-se realmente de um bom instrumento para esta região distante. Graças a esta revista, conheço a situação do mundo e da Igreja. Podemos viver na comunhão com todas as Igrejas locais.
Mas a arquidiocese de Hà Nôi ainda não a recebe. Queira cortesmente enviar esta sua boa revista a esta arquidiocese.
Eu lhe agradeço por sua generosidade. Deus o abençoe, para que seu trabalho traga bons frutos à Igreja.
Sinceramente,
Joseph Ngô Quang Kiêt
MISSIONÁRIOS DA CONSOLATA
Pawaga, Tanzânia
Sensibilizar homens e mulheres aposentados para uma possível cooperação missionária
Pawaga, 31 de julho de 2006
Sou o padre Sergio. Bem... eu realmente não esperava receber uma carta de vocês dirigida aos missionários. Um gesto que mostra sua fineza de espírito. Obrigado. Senhor senador, o senhor me incentiva a dar-lhe a conhecer a minha vida missionária aqui em Pawaga, na região de Iringa, na Tanzânia. Minha experiência é também a de todos os missionários. Cada um escreveu e a reescreve ainda, talvez sem a pretensão de enviá-la aos jornais. Como diz a palavra de Jesus: é a semente lançada na terra. E a seu tempo dará seu fruto. Pouco importa se agora não se vê o resultado. Hoje escrevi a uma queridíssima garota de Frosinone, empenhada na cooperação e realização de projetos para a África. Dá realmente gosto saber que na nossa região da Ciociaria há pessoas que estão próximas de nós e nos apóiam em nosso trabalho.
Caro amigo, há sempre muito trabalho e a idade já não nos permite trabalhar como nos tempos do frescor da juventude. O Terceiro e o Quarto Mundos precisam de dinheiro, mas precisam sobretudo de cooperação, lado a lado com eles. Nós, missionários, já não contamos com irmãos leigos missionários no trabalho de suporte àqueles que são enviados para a evangelização. Conseqüentemente, por necessidade, temos de nos ocupar mais das feridas do corpo que do anúncio da Boa Nova.
Esta é a proposta que eu faço. Por que não tentar sensibilizar as consciências de tantas pessoas aposentadas, homens e mulheres, para que voltem a expressar a si mesmas por meio de uma cooperação ativa?
O senhor, caro amigo, é especialista nesses problemas. E a televisão já não nos faz refletir seriamente. Talvez nos comova, ou às vezes até lamentemos esses êxodos de clandestinos em “barcaças” todos os dias, que se derramam nas nossas cidades, “perdidos”, em busca de fortuna e trabalho. É óbvio que ajam assim: eles vêem televisão, não existem mais segredos, e se indignam ao ver tantos alimentos suculentos, tantas roupas de alta moda, etc.
Eu lhe agradeço muitíssimo por sua sensibilidade para com os missionários. Também em nome de meu companheiro, padre Silvestro Bettinsoli, com o qual trabalho aqui na missão. Nossa oração (e um pouco de suor) é pelo senhor e por seus valorosos colaboradores da belíssima revista 30Giorni. Obrigado.
Com toda a afeição,
padre Sergio Antonucci, I.M.C.
MISSIONÁRIOS SALESIANOS
Adis-Abeba, Etiópia
Ao lado dos menores
Adis-Abeba, 28 de agosto de 2006
Caríssimo senador Giulio Andreotti,
acabo de receber duas edições da revista 30Giorni. Agradeço-lhe muitíssimo por isso. Quem lhe escreve é um missionário originário da região da Valtellina (Lombardia), salesiano leigo que vem testemunhando a mensagem evangélica em Adis-Abeba, na missão salesiana de Makanissa.
Como salesiano, tenho procurado levar às crianças e aos jovens o Evangelho por meio do sistema preventivo de Dom Bosco. Como encarregado do oratório, procuro fazer com que os jovens encontrem um lugar onde possam crescer e passar seu tempo livre com segurança e serenidade. E, como professor, procuro ajudar os jovens a descobrirem a beleza do trabalho honesto. Mas o que mais me interessa é fazer com que essas trezentas crianças não acabem nas ruas. Por ora são trezentas, mas o número pode crescer.
Isso deriva do meu coração oratoriano, pronto a estar do lado dos menores, dos mais pobres e dos necessitados. Eles vivem na missão e à noite voltam a suas famílias (aqueles que têm família). Conosco recebem tudo de que precisam para seu crescimento: escola, trabalho, alegria e especialmente bondade paternal e ternura maternal. Não estou sozinho para fazer isso. Algumas voluntárias estão comigo. Tenho pouco tempo para dedicar à leitura, mas garanto-lhe que sua revista terá um lugar em minha vida, também porque abre uma janela para a Igreja do mundo inteiro.
Agradeço-lhe muito e de todo o coração por este presente. Sintamo-nos mais do que nunca amigos, lembremos um do outro nos pensamentos e nas orações.
Donato Galetta, S.D.B.
MISSIONÁRIOS COMBONIANOS
Nampula, Moçambique
Rezo ao Senhor por este presente que dá aos missionários
Nampula, 7 de setembro de 2006
Caro Giulio (VII),
falo-lhe com intimidade porque sou apenas oito anos mais jovem que você.
Eu teria prazer em receber sua revista mensal 30Giorni: li algumas edições e vejo que me seria muito útil e proveitosa. Tenho 55 anos de missa, dos quais 37 vividos em Moçambique e 18 em Portugal: anos de ensino nos seminários combonianos. Aqui, ao lado do ministério, dediquei-me (e ainda continuo a fazê-lo) às edições bíblicas e litúrgicas em nossa língua local, o macua: cerca de 7 milhões de pessoas a falam, em suas diversas variações. Se puder, mande-me também o livro 1948, para que eu reviva aquele ano magnífico. Agradeço-lhe muitíssimo e peço ao Senhor que o recompense e a seus colaboradores por este presente que dão aos missionários.
Uma fraternal saudação,
padre Gino Centis, M.C.C.I.
MISSIONÁRIOS SALESIANOS DO “DON BOSCO YOUTH TRAINNING CENTRE”
Iringa, Tanzânia
Sua revista é um ótimo exemplo também para os nossos jovens tipógrafos
Iringa, 8 de novembro de 2006
Gentilíssimo senador Giulio Andreotti,
espero que esteja com ótima saúde. Agradeço-lhe por sua carta e pelas três edições da revista 30Giorni que até agora recebi (desde junho de 2006). Eu as li com interesse. Deus o abençoe e recompense sua generosidade.
Encontro-me numa missão salesiana da Tanzânia, mais precisamente em Iringa. Acompanho uma escola profissional, em particular o setor tipográfico. Sua revista é muito bem diagramada e bem impressa. Um ótimo exemplo também para os nossos jovens que aprendem essa arte. Temos outros setores, como a fotomecânica, a carpintaria, a solda, a alvenaria, a elétrica e a alfaiataria. Ao todo, temos duzentos jovens. Depois da escola, temos também o oratório no estilo salesiano.
Procuramos tomar nossa cruz todos os dias e acompanhar esse Jesus que nos convidou a segui-lo. Quando estamos cansados, procuramos, olhando para Ele, retomar o caminho, buscando sorrir para a vida com amor. As dificuldades sempre existirão, mas com Ele tudo é possível.
Unidos na oração, uma saudação sincera,
Virgilio Radici, S.D.B.