Rubriche
Extraído do número01 - 2008


ORIEMTE MÉDIO

“Jerusalém salva pelos jogos infantis”


Crianças palestinas olham passar um grupo de judeus na Cidade Antiga de Jerusalém

Crianças palestinas olham passar um grupo de judeus na Cidade Antiga de Jerusalém

“É a história de Omri e Ziaad. Um menino israelense e um palestino divididos por Jerusalém. ‘Em Jerusalém há muralhas; e ao redor das muralhas e dentro das muralhas muitas vezes há guerra’. O tio de Omri morreu por uma bomba palestina, o irmão de Ziaad por um fuzil israelense. Acontece que Omri e Ziaad encontram-se lado a lado em um quarto de hospital. Temem-se e evitam-se, não sabem como se falar. Um jogo levado por uma enfermeira quebra o gelo: se é possível fazer um quebra-cabeça juntos, o destino pode não ser bombas e fuzis. Ziaad ‘tem muito menos vontade de matar muitos israelenses’, Omri fica confuso ao ver um palestino com quem se pode brincar e que ‘nem trapaceia muito no jogo de cartas’. Até que a própria morte ou a muralha alta não termina por unir. Diz Omri: ‘também Ismail, o irmão de Ziaad morreu’. Também, isso mesmo. É a escandalosa conclusão de duas crianças: talvez também o tio de Omri e o irmão de Ziaad no céu ‘consigam jogar damas e cartas e façam um quebra-cabeça juntos’”. É a breve recensão do livro Shalom, Omri. Salam, Ziad (Sinnos editor), escrito por Manuela Dviri e ilustrado por Staino, publicado no Corriere della Sera de 10 de janeiro com o título: “Jerusalém salva pelos jogos infantis”.





Carlo Maria Martini em Jerusalém

Carlo Maria Martini em Jerusalém

Igreja/1
O cardeal Martini e o amor ao povo judaico

O jornal La Stampa de 10 de fevereiro publicou uma síntese do discurso do cardeal Carlo Maria Martini publicado na revista Civiltà Cattolica de 2 de fevereiro. No texto, o purpurado diz que “é preciso amar o povo judaico com todas as expressões da sua vida e cultura”. Em particular, o cardeal pede que os fiéis sejam instruídos nas Sagradas Escrituras. Assim conclui o jornal: “Se o ‘povo de Deus’ conhecer melhor a Bíblia, segundo Martini, ‘as iniciativas de evangelização serão mais fáceis e espontâneas’”.


Igreja/2
Cardeal Ouellet relator geral no Sínodo

No dia 12 de janeiro o cardeal canadense Marc Ouellet, sulpiciano, 64 anos, desde 2002 arcebispo de Québec, foi nomeado relator geral do Sínodo dos Bispos que será realizado em Roma de 5 a 26 de outubro próximo com o tema: “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. Enquanto isso, o capuchinho Wilhelm Emil Egger, 68 anos, desde 1986 bispo de Bolzano-Bressanone, foi nomeado secretário geral.


Igrejas Orientais
As demissões do patriarca sírio-católico

No dia 2 de fevereiro o Papa aceitou as demissões do ofício patriarcal apresentadas por Ignace Pierre VIII Abdel-Ahad, 78 anos, desde 2001 patriarca de Antioquia dos Sírios Católicos. Ao mesmo tempo nomeou os três membros do comitê que irá governar o patriarcado sírio-católico até a eleição do novo patriarca: Théophile Georges Kassab, 63 anos, desde 2000 arcebispo de Homs, Hama e Nabk dos Sírios, que dirigirá ao mesmo tempo a eparquia patriarcal como administrador apostólico ‘sede vacante’; Gregorios Elias Tabé, 67 anos, desde 2001 arcebispo de Damasco dos Sírios, Athanase Matti Shaba Matoka, 78 anos, desde 1983 arcebispo de Bagdá dos Sírios.


Irã
Khamenei e os Estados Unidos

“Por enquanto o Irã não normaliza as suas relações com os Estados Unidos, mas não se pode fechar a porta a esta possibilidade. São palavras do guia supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei. ‘Não é o momento de normalizar as nossas relações com os Estados Unidos, mas se um dia me der conta de que é útil o farei’”. Publicado no La Stampa de 4 de janeiro.


Cúria
Novo subsecretário no Pontifício Conselho para a Família

No dia 9 de fevereiro, padre Carlos Simón Vázquez, 43 anos, espanhol do clero da diocese de Coria-Cáceres, foi nomeado subsecretário do Pontifício Conselho para a Família. Professor junto ao Instituto Teológico de Cáceres e junto à Faculdade de Teologia de Burgos, padre Simón Vázquez tem no seu currículo o diploma em Medicina junto à Universidade de Navarra e um doutorado em Teologia Moral na Pontifícia Universidade Lateranense.


Hong Kong
O auxiliar torna-se coadjutor

No dia 30 de janeiro John Tong Hon, 69 anos, desde 1996 auxiliar de Hong Kong, foi nomeado coadjutor da mesma diocese dirigida pelo cardeal salesiano Joseph Zen Ze-kiun, 76 anos completados em janeiro.


Diplomacia
Novos núncios em Bangladesh, Ruanda, República Dominicana e Escandinávia

No dia 12 de janeiro monsenhor Joseph Marino foi nomeado núncio apostólico em Bangladesh. Marino, nascido nos Estados Unidos, 55 anos, foi ordenado sacerdote em 1979. Entrou para o serviço diplomático em 1988. Trabalhou nas representações pontifícias das Filipinas, Uruguai, Nigéria, na Seção das Relações com os Estados da Secretaria de Estado e, por último, na Grã-Bretanha. Fala italiano, francês e espanhol.
No dia 17 de janeiro, o arcebispo vêneto Ivo Scapolo, 55 anos, foi nomeado núncio em Ruanda. Era núncio na Bolívia desde 2002. Scapolo assume o lugar do arcebispo italiano da Lombardia, Anselmo Guido Pecorari, 62 anos, em Kigali desde 2003, que por um breve período prestará serviço como núncio junto à Secretaria de Estado.
Dia 24 de janeiro o arcebispo polonês Józef Wesolowski, 60 anos, foi nomeado núncio apostólico na República Dominicana e delegado apostólico em Porto Rico. Desde 2002 era representante pontifício no Cazaquistão e em outras repúblicas centro-asiáticas. Anteriormente, desde 1999, fora núncio na Bolívia.
Dia 26 de janeiro o arcebispo suíço Emil Paul Tscherrig, 61 anos, foi nomeado núncio na Suécia, Dinamarca, Finlândia, Islândia e Noruega. Desde 2004 era núncio na Coréia e Mongólia e anteriormente núncio em Trinidad e Tobago (2000-2004) e no Burundi (1996-2000).


Santa Sé
O L’Osservatore Romano em cores

A partir da edição de domingo, 3 de fevereiro também o L’Osservatore Romano (ed. italiana) será em cores. A histórica mudança, que se referirá à primeira e à última página, faz parte do quadro de uma reforma gráfica iniciada a 100 dias da mudança de direção do jornal oficioso da Santa Sé, agora guiado por Giovanni Maria Vian (diretor) e Carlo Di Cicco (vice).




VATICANO

A Inglaterra e a sucessão a Paulo VI


Paulo VI durante a missa de sufrágio por Aldo Moro

Paulo VI durante a missa de sufrágio por Aldo Moro

No jornal la Repubblica de 13 de janeiro, o jornalista Filippo Ceccarelli comenta o conteúdo de alguns documentos secretos abertos ao público provenientes do Ministério do Exterior inglês e do Arquivo do primeiro-ministro britânico, relativos a 1976, nos quais se manifesta o alarme por uma provável subida ao poder do Partido Comunista Italiano e debate-se sobre as possíveis contramedidas. Em um destes documentos, encontra-se também a hipótese sobre a sucessão de Paulo VI que já era considerado doente. Este é o texto: “A questão da sucessão já está aberta. É principalmente o clero não italiano que deseja um papa estrangeiro. O cardeal belga Suenens considera que o próximo papa será ainda um italiano, para evitar que piore o caos depois do Concílio. Mas esta será a última vez, e por um longo período depois disso.


Italiano Español English Français Deutsch