30DIAS NA IGREJA E NO MUNDO
NATAL DO SENHOR
“A nossa beatitude eterna é decidida pela aceitação de um fato histórico”
![A estrela indica o lugar onde nasceu Jesus na Gruta da Natividade, Basílica da Natividade, Belém [© Archivio ETS Milano]](http://www.30giorni.it/upload/articoli_immagini_interne/61-12-012.jpg )
A estrela indica o lugar onde nasceu Jesus na Gruta da Natividade, Basílica da Natividade, Belém [© Archivio ETS Milano]
CRISTIANISMO
O Primaz anglicano à Câmara dos Lordes: temores pela presença dos cristãos no Oriente Médio

Rowan Williams
Curtas
Cardeais na Sala Clementina dão as felicitações de Natal ao Papa ![Cardeais na Sala Clementina dão as felicitações de Natal ao Papa <BR>[© Osservatore Romano]](http://www.30giorni.it/upload/articoli_immagini_interne/63-12-012.jpg)
[© Osservatore Romano]
As demissões de Sandoval. Os 80 anos de Cheong. A morte de Foley
No dia 7 de dezembro foram aceitas as demissões do cardeal mexicano Juan Sandoval Íñiguez, 78 anos completados em março, do cargo de arcebispo de Guadalajara, que ocupava desde 1994. Para substituí-lo Bento XVI nomeou o cardeal Francisco Robles Ortega, 62 anos, que desde 2003 era arcebispo de Monterrey.
Ainda no dia 7 de dezembro o cardeal coreano Nicholas Cheong Jin-Suk completou 80 anos; era arcebispo de Seul desde 1998.
No dia 11 de dezembro faleceu o cardeal norte-americano John Patrick Foley, 76 anos, ex-grão-mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro e ex-presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.
Portanto no final de 2011 o Colégio cardinalício resulta composto por 192 membros, dos quais 109 eleitores. No dia 6 de janeiro de 2012 completa 80 anos o cardeal português José Saraiva Martins e no dia 13 de janeiro faz 80 anos o cardeal chinês Joseph Zen.
O cardeal Karol Wojtyla, arcebispo de Cracóvia, eleito papa, em 16 de outubro de 1978

A CIA, o fim da URSS e a eleição de Karol Wojtyla
“Depois de vinte anos da queda da URSS, anunciada no Natal de 1991 e ocorrida até 31 de dezembro do mesmo ano, com a dissolução de todas as instituições soviéticas, a CIA apresentou documentos até então secretos que confirmam que a administração Reagan e a de Bush pai já tinham antecipado e que tinham contribuído para ela com o apoio do papa João Paulo II. A queda da URSS, esclarecem os documentos, ocorreu antes do previsto, graças à implosão do seu império e à recusa de Mikhail Gorbatchov, seu último presidente, de preveni-la com a força. Mas desde 1978, na eleição do cardeal polonês Karol Wojtyla a pontífice, a CIA tinha considerado a implosão como provável”. Escrito por Ennio Caretto no Corriere della Sera de 30 de dezembro.
A batalha de Amoy na China, 26 de agosto de 1841, durante a primeira Guerra do Ópio

A retórica do liberalismo iniciou com a Guerra do Ópio
“Há muitos paralelos curiosos entre a situação no início do século XIX e agora. Na época como agora o mundo ocidental tinha um grande déficit comercial para com a China. Esta é a razão pela qual a Companhia britânica das Índias orientais começou a exportar o ópio para a China em grande escala, com consequências catastróficas para aquele país. Quando no final os ingleses entraram em guerra contra a China disseram que faziam em nome do livre-comércio, mesmo se o produto principal que exportavam, o ópio, era produzido sob o monopólio do Estado. Hoje as potências ocidentais não podem recorrer aos mesmos meios, mas estão aumentando a retórica em torno de temas como o liberalismo. Decidiram esquecer que esta retórica foi usada pela primeira vez para defender o ópio – mas se há uma nação que tem condições de recordar isso melhor do que outras é justamente a China. Por isso, os chineses são completamente impermeáveis a esses argumentos”. Esta é uma passagem da entrevista com o escritor estadunidense, de origem indiana, Amitav Ghosh, publicada na revista Espresso de 15 de dezembro. O escritor depois explica: “Há um paralelismo entre a Guerra do Iraque e a Guerra do Ópio, principalmente nos discursos que as circundaram. Trata-se de todas as motivações “bondosas”, a falsa piedade: estamos fazendo o bem do mundo, dizia-se. Mas por baixo há a mais terrível violência, a mais terrível cobiça. Quando comecei a escrever, este tipo de ideologia capitalística estava em ascensão, pensava-se realmente que o mercado fosse um deus. E surpreendia-me que ninguém visse que o primeiro terreno de prova para os defensores do livre comércio tinha sido o mercado do ópio”.
História/3
A China, os EUA e a tentação de uma nova Guerra Fria
“O Pacífico ocidental está enfrentando um problema difícil, isto é, conciliar as crescentes aspirações da China em uma região onde os Estados Unidos mantiveram a primazia desde o fim da Guerra Fria. Os EUA pretendem manter o domínio na região? Ou estão dispostos a operar através de fóruns multilaterais para redefinir as regras? A decisão será determinante para entender se a paz continuará a reinar no Pacífico”. Este é o incipit de um discurso do ex-primeiro-ministro australiano Malcon Fraser publicado no jornal La Stampa de 20 de dezembro, comentando a decisão dos Estados Unidos de aumentar a presença militar no Oceano Pacífico. Assim escreveu no artigo: “Do outro lado da região Ásia-Pacífico, a ascensão da China é vista como positiva, mas solicitando que Pequim opere no âmbito de regras partilhadas em nível internacional. Isso, naturalmente, deveria valer para todos. Mas as tensões serão inevitáveis se a China não participar na criação destas regras [...]. A China não demonstrou nenhum interesse em emular as potências imperialistas europeias do século XIX ou os esforços imperialistas do Japão na primeira metade do século XX. A história da China ignora a ânsia por tais ambições”. Fraser conclui assim: “Hoje a Ásia apresenta uma série completamente nova e única de circunstâncias. Os dilemas derivantes de tais circunstâncias requerem novas soluções, não conceitos obsoletos de Guerra Fria”.
Oriente Médio
O chefe do Mossad: a arma nuclear iraniana não ameaça a existência de Israel
“Um Irã em posse de armas nucleares não constituiria necessariamente uma ameaça para a existência de Israel. É a afirmação do chefe do Mossad (serviço de inteligência de Israel), Tamir Pardo, por ocasião de um discurso a uma centena de embaixadores israelenses. A notícia foi publicada no Ha’aretz citando três diplomatas presentes”. Depois esta foi novamente publicada pela agência de notícias Adnkronos em 29 de dezembro.
América Latina
Acordo de livre-comércio entre os países do Mercosul e a Palestina
No dia 20 de dezembro em Montevidéu, no Uruguai, os países do Mercosul (Mercado Comum da América do Sul) assinaram um acordo de livre-comércio com os representantes da Autoridade Nacional Palestina. A notícia foi publicada pela agência internacional France Presse. Já durante as negociações anteriores à assinatura, explica a agência, os quatro países (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) indicaram que o acordo aposta em reforçar o pedido do governo palestino de obter o reconhecimento como estado membro das Nações Unidas. Em 2007 o Mercosul assinou um acordo análogo com o Estado de Israel.
Finanças/1
A verdadeira agência de rating é a China
“Provavelmente em breve tempo todas as grandes economias do mundo (menos o Canadá) terão perdido o triplo “A”, inclusive Londres. O termo de comparação para o mercado não será mais a pequena fórmula, por si mesma ingênua, da nota dez, mas uma análise mais geral de cada país. Talvez seja um bem. Certamente aquilo que conta, ou seja, a taxa de juros sobre a dívida, serão determinados por um fator diferente: a disponibilidade dos grandes credores asiáticos em financiar as dívidas do Ocidente. A verdadeira agência de rating não é S&P, mas a China”. Texto de um artigo publicado no Corriere della Sera de 16 de dezembro com o título: Mas a verdadeira agência de rating é a China.
Acampamento dos sem-teto em Sacramento depois da crise financeira dos subprime [© Associated Press/LaPresse]
![Acampamento dos sem-teto em Sacramento depois da crise financeira dos <I>subprime</I> [© Associated Press/LaPresse]](http://www.30giorni.it/upload/articoli_immagini_interne/66-12-012.jpg)
Robert Fisk e os crimes das finanças internacionais
No dia 11 de dezembro o jornal Fatto Quotidiano traduziu um artigo, extraído do Independent, de Robert Fisk, um dos mais brilhantes jornalistas britânicos. Eis alguns trechos: “Bancos e agências de rating tornaram-se os ditadores do Ocidente sem muita diferença com os Mubarak e os Ben Ali [...]. Não precisa ser um gênio para entender que as agências de rating e os bancos americanos são intercambiáveis tanto que os dirigentes trocam de cargos entre uma agência e outra, de um banco a outro, e muitas vezes terminam fazendo parte do governo dos Estados Unidos. Os mesmos impostores que davam o triplo “A” aos empréstimos subprime e aos derivados americanos antes de 2008, agora estão repetindo o joguinho sujo na Europa ameaçando o rebaixamento dos governos e dos bancos. Por que os jornalistas financeiros que estacionam permanentemente em Wall Street não nos iluminam? Por que a BBC, a CNN e al-Jazeera tratam essas corjas de criminosos como respeitáveis instituições? Por que não se abrem inquéritos sobre seus escandalosos comportamentos?”. Título do artigo: Os novos ditadores do Ocidente.